<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374</id><updated>2012-02-16T07:17:10.957-08:00</updated><title type='text'>Sob Contextos</title><subtitle type='html'>Além do comum. Além do que nos impõem. Sob Contexto do que vemos e do que não percebemos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>36</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-4453067826019911098</id><published>2011-03-02T18:05:00.000-08:00</published><updated>2011-03-02T18:45:25.602-08:00</updated><title type='text'>Memória</title><content type='html'>Naquele sábado a noite, quando sai pelo porta do apartamento buscando o botão que chama o elevador, senti teu cheiro. Foi tão real que refiz o mesmo passo para sentir de novo aquele perfume. Foi tão intenso que poderia ir e voltar mil vezes e aquela fragância permaneceria ali, como se estivesse ao meu lado. De tão surreal que aquilo aparecia que até ri, de mim mesma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória é mesmo traidora. Agora, se tento lembrar aquele teu cheiro nada me vem à mente para consolar essa saudade que sinto dos teus carinhos e da tua presença. E se peço à ela que apague então o momento em que te conheci e todos aqueles em que passei ao teu lado, ela me nega, fria. Diz que não há como me fazer esquecer. Me diz que sua função é guardar e zelar pelos momentos dos quais passei e que tenham significado intenso e marcado a minha vida de forma boa ou ruim. O resto, ela joga fora, descarta sem dó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em um ato de desespero, eu insisto. "Não quero mais essas lembranças", digo à ela. Eu não quero mais me lembrar dos nossos beijos. Não quero mais me lembrar dele quando ligo a TV e está passando futebol. Não quero colocar aquela blusa que me faz lembrar do primeiro dia em que almocei em sua casa. Quero que o dia 26 volte ser como qualquer outro dia do calendário. Quero apagar seu nome da agenda do meu celular e não saber mais em que número te ligar. Quero esquecer o caminho da sua casa. Quero esquecer teu nome, teu email, a tua idade. Quero esquecer teu gosto. Quero apagar dos meus ouvidos a tua voz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero me esquecer dos nossos planos, da cor do teu cabelo, dos seus olhos apertadinhos. Quero esquecer para que time torce, quais são os seus ídolos. O toque do seu celular. Quero apagar da minha memória as nossas conversas pela madrugada sob aquela imagem de um céu claro da noite emoldurada pela janela da sala. Quero me esquecer o teu jeito de me olhar, que dizia tanta coisa, sem disfarçar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero esquecer porque começou, porque continuou e porque agora chega ao fim. Mas não adianta eu implorar. "Memória, você é minha, porque não me obedece?", suplico amargurada. Insisto. Mas ela não me responde, permanece em silêncio. É que a resposta está com meu coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-4453067826019911098?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/4453067826019911098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=4453067826019911098' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/4453067826019911098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/4453067826019911098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2011/03/u.html' title='Memória'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-8497757152484889971</id><published>2009-12-15T05:36:00.000-08:00</published><updated>2009-12-15T05:37:47.644-08:00</updated><title type='text'>Mãos Dadas</title><content type='html'>Sem inspiração, recorro-me a Carlos Drummond de Andrade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Mãos dadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não serei o poeta de um mundo caduco.&lt;br /&gt;Também não cantarei o mundo futuro.&lt;br /&gt;Estou preso à vida e olho meus companheiros.&lt;br /&gt;Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.&lt;br /&gt;Entre eles, considero a enorme realidade.&lt;br /&gt;O presente é tão grande, não nos afastemos.&lt;br /&gt;Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,&lt;br /&gt;não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,&lt;br /&gt;não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,&lt;br /&gt;não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,&lt;br /&gt;a vida presente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-8497757152484889971?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/8497757152484889971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=8497757152484889971' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/8497757152484889971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/8497757152484889971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2009/12/maos-dadas.html' title='Mãos Dadas'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-8129761322007368915</id><published>2009-12-09T05:00:00.000-08:00</published><updated>2009-12-09T05:04:23.042-08:00</updated><title type='text'>Memorial</title><content type='html'>É difícil explicar essa sensação. Ao mesmo tempo que paira no ar um tremendo alívio e sentimento de dever cumprido, é impossível não sentir certa nostalgia, uma precipitada saudade. Mas, só tenho a agradecer. A tão sonhada faculdade terminou da melhor maneira possível, mais até do que eu imaginava que poderia ter como fim. Muita emoção e uma gratificante esforço. Este é o meu memorial:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ao nos fazerem, quando ainda somos crianças, a fatídica pergunta do que queremos ser quando crescer, as respostas são simples e incisivas: professora, bombeiro, médico... Mas quando perguntamos a nós mesmos, do primeiro até quarto ano da faculdade, se é “isso mesmo queremos fazer na nossa vida”, a resposta vem cerceada de dúvidas. Apesar de algumas certezas, é impossível não haver questionamentos que nos levam a uma autoanalise na tentativa de descobrir o que realmente queremos. Durante as aulas, não foram poucos os momentos em que questionei se ali estaria realmente semeando um futuro brilhante e uma carreira promissora. Também não foram poucas as vezes em que ouvi as esgotadas ladainhas de que o mercado está saturado, de que na área de jornalismo paga-se mal e de confundirem jornalista com apresentador de programa de televisão. &lt;br /&gt;Ao longo desses quatros anos muita coisa mudou. E para melhor, sem dúvida. A ideia de “mudar o mundo”, lá do primeiro ano, como se eu fosse me transformar em uma repórter nos anos da Ditadura Militar caiu – quase todo – por terra. Ao longo do curso, do tempo e das experiências trocadas, descobri que nem sempre é preciso ser um grande herói e morrer por uma causa para se fazer jornalismo. Aprendi também que a realização não está limitada em ser todos “Fátimas Bernardes” ou “Willians Bonners”. O jornalismo é muito mais que isso. Ele é praticado todos os dias, tanto nas grandes metrópoles, quanto nas pequenas comunidades. Ao tratar de assuntos regionais ou de interesse de todos os brasileiros. De forma elitizada ou popular. A essência do jornalismo está em fazê-lo com justiça e honestidade para levar informação e esclarecimento às pessoas, um meio de comunicação da sociedade à mercê dos interesses políticos e pessoais.&lt;br /&gt;No segundo ano de faculdade, pude perceber como é possível o jornalismo alternativo de forma muito privilegiada no projeto de extensão, “Oficina de TV para a 3ª idade – O recurso a disposição aos que têm mais a contar”, idealizado e praticado pelo professor Reginaldo Moreira. Como monitora por dois anos no projeto, pude conhecer como é possível, viável e gratificante trabalhar com o jornalismo comunitário. Sem dúvida, foi um dos maiores aprendizados. O professor Reginaldo Moreira, além de disponibilizar a sua grande amizade, se permitiu dividir comigo e com outros colegas, o seu talento em se comunicar e chegar até as pessoas que estão marginalizadas pela sociedade. Sem dúvida, foram tempos de grande aprendizado.&lt;br /&gt;Acredito que a universidade tenha dado boas bases para minha formação. Pude conhecer um pouco de cada área: impresso, telejornalismo, radiojornalismo e jornalismo online. A produção de dois documentários, tanto audiovisual quanto para ser veiculado em rádio, foi um dos trabalhos mais prazerosos. Todos os professores, sem dúvida alguma, muito acrescentaram em minha formação, desde os trabalhos solicitados até as conversas informais. É claro que sempre carregamos críticas, aulas que achamos que deveriam ter sido melhores aproveitadas, com alunos e professores mais empenhados. A universidade jamais deixará de ser uma grande e essencial base, por mais que oficialmente e judicialmente, com grande decepção tenhamos que conviver com a realidade da não obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo.&lt;br /&gt;Ao término destes quatro anos, percebo o quanto amadureci. Bem mais do que eu imaginava. Agradeço a todos os professores, que levarei comigo sempre em minha memória, tendo-os como referência no exercício de profissão. &lt;br /&gt;Questionei muito o quanto valia a pena continuar esta saga, a cara mensalidade paga pelos meus pais a cada mês, os finais de semanas sacrificados, as noites mal dormidas, as viagens de ônibus entre minha cidade e Campinas, o medo de não dar certo. Mas, agora, eu vejo como valeu está valendo muito a pena. E é isso sim que quero para minha vida. Aos 13 anos, na sétima série do Ensino Fundamental, me apaixonei pelo jornalismo ao ler no Guia do Estudante, da editora Abril, que o jornalista estará sempre correndo contra o tempo nas redações em busca de pautas e notícias, trabalhando a favor da sociedade. Agora, passados tantos anos, tenho um sonho realizado, e é pelos mesmos motivos que ainda continuo apaixonada pela arte do jornalismo.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-8129761322007368915?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/8129761322007368915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=8129761322007368915' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/8129761322007368915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/8129761322007368915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2009/12/memorial.html' title='Memorial'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-3703386910286547673</id><published>2009-10-28T14:26:00.000-07:00</published><updated>2009-10-28T14:37:55.687-07:00</updated><title type='text'>E quem se importa?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/Sui5HDRavcI/AAAAAAAAAL8/daom15mfiCg/s1600-h/129_2851-pra%C3%A7a-meninos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 294px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/Sui5HDRavcI/AAAAAAAAAL8/daom15mfiCg/s400/129_2851-pra%C3%A7a-meninos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397767684192124354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E quem se importa? Postou Noblat em seu blog. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem se importa com a cama feita de lama, concreto no chão. Eu finjo que não vejo e ponho em prática o velho ditado: "o que os olhos não vêem o coração sente". &lt;br /&gt;Aqueles olhares são uma ameaça ao meu estado de espírito, à minha ascenção social, cultural, profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina de mãos dadas com a mãe tem medo do que vê. Sem banho, roupa encardida, cheiro de abandono pairando pelo ar. E quem se importa? Nem eu. Nem você. É melhor seguir a velha tradição de tapar os olhos para não doer a coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém se importa ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Praça José de Alencar, bairro do Flamengo, Rio. Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-3703386910286547673?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/3703386910286547673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=3703386910286547673' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/3703386910286547673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/3703386910286547673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2009/10/e-quem-se-importa.html' title='E quem se importa?'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/Sui5HDRavcI/AAAAAAAAAL8/daom15mfiCg/s72-c/129_2851-pra%C3%A7a-meninos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-4894180752804054320</id><published>2009-08-20T08:30:00.000-07:00</published><updated>2009-08-20T08:57:19.691-07:00</updated><title type='text'>E tudo acaba em pizza ...</title><content type='html'>Como sempre, Lúcia Hipólito com sua crítica sofisticada, vem nos lembrar das peripécias do Senado brasileiro, exclusivamente do presidente José Sarney. Ontem, a indignação correu na veia. O PT se mostrou fraco, rachado e longe de pôr em prática os ideais do partido (cujo nome: DOS trabalhadores). O cerco se fechou, o líder da bancada do governo, Aloísio Mercadante, perdeu a autoridade e a força que um líder deve ter. E Lula ... nosso querido presidente segue adiante num projeto mais particular do que conjunto e partidário, com a obsessão de eleger Dilma em 2010. A moral da história é que mais uma vez, tudo acabou em pizza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O caso do coronel&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Lúcia Hipólito &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mais recentes denúncias sobre as estripulias do senador José Sarney estão longe de ser as últimas e apontam na mesma direção de todas as anteriores: a privatização de recursos e espaços públicos em benefício próprio. Ou de sua família. E o desprezo às leis do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senão vejamos. Distraído, Sarney não reparou que recebia mensalmente R$ 3,8 mil de auxílio-moradia, mesmo tendo mansão em Brasília e tendo à disposição a residência oficial de presidente do Senado.&lt;br /&gt;Culpa da burocracia do Senado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distraidíssimo, Sarney esqueceu de declarar sua mansão de R$ 4 milhões à Justiça Eleitoral. Culpa do contador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precavido, requisitou seguranças do Senado para proteger sua casa em São Luís – embora seja senador pelo Amapá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milionário (embora o Maranhão continue paupérrimo), não empregou duas sobrinhas e seu neto em suas inúmeras empresas. Preferiu que se empregassem no Senado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milionário generoso, não quis deixar a viúva de seu motorista ao relento. Empregou-a para servir cafezinho no Senado, em meio expediente, com salário de R$ 2,3 mil. Ah, e alojou-a em apartamento na quadra dos senadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Generoso, não impediu que seu outro neto fizesse negócios milionários com crédito consignado no Senado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda generoso, entendeu que um agregado da família deveria ser também empregado como motorista do Senado – salário atual de R$ 12 mil – mas trabalhando como mordomo na casa da madrinha, sua filha e então senadora Roseana Sarney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, Roseana considerou normal convidar um grupo de amigos fiéis para um fim de semana em Brasília – com passagens pagas pelo Congresso.&lt;br /&gt;Seu filho, Fernando Sarney, o administrador das empresas, que sequer é parlamentar, considerou normal ter passagens aéreas de seus empregados pagas com passagens da quota da Câmara dos Deputados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patriarca maranhense, ocupou as dependências do Convento das Mercês, jóia do patrimônio histórico, e ali instalou seu mausoléu. O Ministério Público já pediu a devolução, mas está complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é um fofo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos mais recentes escândalos cerca justamente a Fundação José Sarney, que se apoderou das instalações do Convento das Mercês. Consta que R$1.300 mil captados através da Lei Rouanet junto à Petrobrás, para trabalhos culturais na Fundação José Sarney foram... desviados.&lt;br /&gt;Não há prestação de contas, há empresas-fantasmas, notas fiscais esquisitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, marotice, para dizer o mínimo.( ou corrupção suburbana, como disse o Luis Fernando Veríssimo, desculpando Lula da inúmeras "maracutais" que promove) Mas Sarney alega que só é presidente de honra da Fundação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Culpa dos administradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o escândalo mais recente (na divulgação, não na operação): Sarney seria proprietário de contas bancárias no exterior não declaradas à Receita Federal. Coisa do amigão Edemar Cid Ferreira, amigão também da governadora Roseana Sarney a quem, dizem, costumava emprestar um cartão de crédito internacional. Coisa de gente fina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, acompanhando as peripécias de José Sarney podemos revelar as entranhas do coronelismo, do fisiologismo, do clientelismo. Do arcaísmo.&lt;br /&gt;Tudo isto demora a morrer. Estrebucha, solta fogo pela venta. Mas um dia desaparece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como os dinossauros. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-4894180752804054320?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/4894180752804054320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=4894180752804054320' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/4894180752804054320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/4894180752804054320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2009/08/e-tudo-acaba-em-pizza.html' title='E tudo acaba em pizza ...'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-2980017552465256005</id><published>2009-08-17T05:29:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T05:40:27.953-07:00</updated><title type='text'>Afastamento do vereador Carlos Alberto</title><content type='html'>Vale a pena assistir a sessão na Câmara dos Vereadores de Amparo.&lt;br /&gt;Para entender o caso, segue abaixo trecho da matéria publicada no jornal A Tribuna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=dfHsGggDnsc"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=dfHsGggDnsc&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- No início de abril, a Câmara Municipal de Amparo recebe uma denúncia anônima contra o vereador Carlos Alberto Martins (PSDC). A denúncia alertava a respeito de possíveis irregularidades cometidas pelo vereador durante um afastamento do trabalho concedido pelo Instituto Nacional de Seguridade Social. Na denúncia, foi juntado um atestado médico do vereador, que comprovaria a irregularidade Ao tomar conhecimento da denúncia, o presidente da Câmara Municipal de Amparo, Mário Acácio Ancona (PPS) encaminhou o fato ao conhecimento do Departamento Jurídico da Câmara Municipal de Amparo para dar um parecer. O parecer já foi devolvido ao presidente da Câmara Municipal e na segunda-feira, dia 13 de abril, Carlos Alberto Martins foi notificado do caso e teria 10 dias para apresentar a sua defesa. O caso estava sob sigilo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                       - No dia 17 de abril, a noticia sobre  a denúncia é divulgada por &lt;/span&gt;&lt;em style="font-style: italic;"&gt;A Tribuna&lt;/em&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; e o caso torna-se público.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; - Na quarta-feira, dia 22 de abril, o vereador Carlos Alberto Martins (PSDC) protocolou na Câmara Municipal de Amparo defesa em relação à denúncia apresentada contra ele sobre possíveis irregularidades cometidas em decorrência de um afastamento do trabalho concedido pelo Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS). Na sua defesa, Carlos Alberto negou qualquer irregularidade, afirma ser vítima de “alguém político” e diz ainda que o atestado médico que originou a denúncia foi subtraído de sua pasta nas dependências da Câmara Municipal de Amparo em janeiro deste ano. O vereador encaminha sua defesa ao jornal &lt;/span&gt;&lt;em style="font-style: italic;"&gt;A Tribuna&lt;/em&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; para ser publicada e fala no seu programa de rádio sobre o assunto. Carlos Alberto diz que a pessoa que furtou o atestado médico “provavelmente seja a mesma que apresentou a denúncia na Câmara Municipal”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; - No dia 28 de abril, o presidente da Câmara Municipal de Amparo, Mário Acácio Ancona (PPS), protocola requerimento assinado por ele e outros oito vereadores que pede a instauração de processo disciplinar contra o vereador Carlos Alberto. Os vereadores alegam que Martins teria promovido a exposição, de forma indevida, da imagem da Câmara Municipal de Amparo e que ele, abusando das prerrogativas que lhe são asseguradas como vereador, teria agido de modo incompatível com o decoro parlamentar, não preservando a imagem da Câmara Municipal, ofendendo, na matéria, a imagem do Poder Legislativo e dos vereadores. O requerimento é encaminhado para o corregedor da Câmara Municipal, vereador Rogério Catanese (PDT)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; - No dia 19 de maio, os vereadores da Câmara Municipal de Amparo acataram por oito votos a um o relatório de autoria do vereador e corregedor do Legislativo amparense, Rogério Catanese (PDT), que permite a instauração de um processo disciplinar contra o vereador Carlos Alberto Martins (PSDC). Uma comissão formada por cinco vereadores deve analisar o requerimento e a defesa do vereador para apresentar a defesa final.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; - No dia 8 de junho, o vereador Carlos Alberto Martins apresenta sua defesa na Câmara Municipal em relação ao requerimento. Na defesa, fala sobre a vulnerabilidade em relação ao acesso à Câmara Municipal de Amparo. Utilizando o requerimento respondido pelo próprio presidente da Câmara Municipal de Amparo, Mario Ancona, que afirma ser “impossível aquilatar o número de pessoas que frequentam a Edilidade, quer seja diária ou semanalmente”, Carlos Alberto diz, em sua defesa: “Se a própria Presidência da Casa não sabe quem entra ou quem sai, tampouco possui qualquer controle de identificação de pessoas que podem transitar sem nenhuma restrição nas dependências da Câmara Municipal de Amparo, além de vereadores e servidores, fica nítido que outros eventos delituosos semelhantes ao ocorrido com o requerido, vereador Carlos Alberto, estão sujeitos a acontecer a qualquer momento com qualquer um, inclusive suscetíveis a proporções maiores”, disse Carlos Alberto, sugerindo que o furto do seu atestado médico poderia ter sido praticado por desconhecidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; - No dia 4 de agosto, é divulgado o parecer da comissão que pede uma suspensão de 90 dias para o vereador Carlos Alberto. No parecer, os vereadores afirmam: “É preciso deixar claro que a atitude do vereador Carlos Alberto Martins excedeu o limite da razoabilidade quando respondeu à noticia veiculada na imprensa local. Isso porque, ao responder, revelou pouca importância à boa imagem da Câmara Municipal perante a comunidade e mesmo à imagem de seus pares, desferindo ataques gerais com o intuito de denegrir a reputação não só dos vereadores, mas da Casa como um todo”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; - No dia 11 de agosto, os vereadores votaram por unanimidade favorável o parecer e decidem suspender Carlos Alberto por 90 dias. Na tribuna da Câmara Municipal, Carlos Alberto diz que vai recorrer na Justiça diante da decisão dos vereadores amparenses.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-2980017552465256005?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/2980017552465256005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=2980017552465256005' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/2980017552465256005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/2980017552465256005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2009/08/afastamento-do-vereador-carlos-alberto.html' title='Afastamento do vereador Carlos Alberto'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-7989253578646872786</id><published>2009-08-13T19:48:00.000-07:00</published><updated>2009-08-13T20:16:07.363-07:00</updated><title type='text'>Invisíveis</title><content type='html'>Algumas pessoas são invisíveis. Não podemos negar! O sistema massacra as pessoas que não pertencem ao nosso ciclo e, dizer que isto é mentira, que não acontece comigo e com você, é hipocrisia pura sem qualquer aditivo. Não que (sempre) queiramos ignorá-los, mas estamos habituados. Não enxergá-los é uma proteção optica bastante eficaz para nos livrar de culpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez Carrie Bradshaw me emplacou. Para quem não conhece, Carrie é a protagonista do seriado americano Sex and the City e, ultimamente, minha terapeuta. Carrie é escritora e tem cabelos encaracolados (o último adjetivo é piada interna) e ela, assim como eu, precisou de alguém invisível para mostrar o valor de algumas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher com touca na cabeça, uniforme acinzentado de faxineira. Sem perder a vaidade, nos seus mais de 50 anos, ela usa brincos grandes e dourados. Bijuteria barata. Batom vermelho. Eu não havia a notado, mas ela notou em mim. Eu estava em outro planeta, longe dali, 'viajando' em meus pensamentos  tristes, em sentimentos ingratos e melancólicos. Mas ela notou em mim e mudou meu dia.  Quanta alegria trazia aquela mulher. Quantas histórias trazem as pessoas invisíveis das ruas, dos ônibus. Que varrem as guias, lavam os pratos, servem as mesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fictícia Carrie também precisou de uma mulher invisível para perceber o que algumas coisas bastam para se viver. Me emplacou. Agora vejo o batom vermelho em lábios finos da mulher invisível. Tornam-se visíveis o que há de mais belo no meu dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-7989253578646872786?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/7989253578646872786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=7989253578646872786' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/7989253578646872786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/7989253578646872786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2009/08/invisiveis.html' title='Invisíveis'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-1591281998694344679</id><published>2009-08-05T20:40:00.000-07:00</published><updated>2009-08-05T21:12:20.096-07:00</updated><title type='text'>Quando a gente cresce ...</title><content type='html'>Sei que estou perdendo o foco. Há coisas muito mais importantes para tratar aqui, mas não deixarei de compartilhar algumas reflexões que tomaram meus dias. Há alguns dias atrás eu percebi que cresci. Ora, como não?! Será que descobri isto tarde?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha melhor amiga me ligou dando a notícia: vou me casar! Nesse momento, entre uma fala aqui e mais alguma do outro lado da linha, me dei conta que não éramos mais duas adolescentes espevitadas a procura de aventura, nem duas meninas descobrindo o mundo, tentando se esquivar das asas de nossos pais, com histórias mal contadas, mentiras deslavadas. Tive medo do tempo. Mas, a situação se agravou mais ainda quando encontrei num sebo (adoro comprar livros em sebos, tem cheiro de ... sebo!, uma sensação de reaproveitamento) um que eu já havia lido duas vezes, quando estava no colegial. Eu simplesmente era apaixonada. Quando voltei a ler, percebi o quanto eu havia mudado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é "Anos Rebeldes", de Gilberto Braga (este mesmo da TV Globo). Alguns trechos que achava o máximo nos meus 15 anos, hoje não faz mais sentido. Naquele tempo, eu suspirava com os trechos do diário escrito pela personagem Maria Lúcia, o amor não correspondido que Edgar carregava, o ideal revolucionário de João. Acho que eu cresci. Estou lendo, mas não suspiro mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que quando crescemos perdemos a capacidade de fantasiar ? Me lembro que antes de durmir costumava criar histórias sobre situações que eu gostaria que acontecessem. Era como um filme escrito apenas na memória que ia rodando, rodando ... até eu adormecer. Com o passar dos anos passei a me policiar. É que nem sempre as coisas acontecem como a gente quer e para não ter aquele sentimento de frustração, eu deixei de sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que este é um sinal de que a vida adulta está chegando? Outros sinais a gente conhece: moramos sozinhos, temos conta no banco, cartão de crédito, dirigimos. Saímos e voltamos sozinhos sem precisar segurar a mão de ninguém para atravessar a rua. Mesmo que a cidade onde estejamos seja bem maior e uma difícil novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns se passaram e só me dei conta agora que deixar de criar histórias. E isso me levou a uma saudadezinha. Talvez eu esteja crescendo e por isso parei de fantasiar. Mas pode ser que meu coração já esteja cansado dessa real realidade e esteja querendo a minha felicidade guardar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-1591281998694344679?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/1591281998694344679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=1591281998694344679' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/1591281998694344679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/1591281998694344679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2009/08/quando-gente-cresce.html' title='Quando a gente cresce ...'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-506608060930234379</id><published>2009-07-07T08:28:00.000-07:00</published><updated>2009-07-07T08:46:35.140-07:00</updated><title type='text'>Exagerado ...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SlNtvgGwn_I/AAAAAAAAAKg/wvTLzaHTTk4/s1600-h/paulo-cazuza.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355745044713218034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 326px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SlNtvgGwn_I/AAAAAAAAAKg/wvTLzaHTTk4/s400/paulo-cazuza.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Há exatos 19 anos, em 07 de julho de 1990, morria Cazuza. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Há muita coisa para se dizer do artista, mas resumo a questionar a sensibilidade da alma de gênios da música, das artes plásticas, do teatro ... Cazuza era assim, EXAGERADO. Não limitou-se ao óbvio, ao banal, ao pequeno, à hipocrisia. Ele (como tantos) queria amor, vida, paixão, sinceridade, mas se perdeu no meio da caminho, por tamanho exagero? Assim como Vinícius de Morais que se casou nove vezes e vivia a procura de um grande amor. Assim como Maísa, Tim Maia ...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Cazuza tinha alma de artista, tomados por impulsos, sensibilidade extrema, tristeza e alegria estampados em seu rosto. A música "Exagerado"; jogado aos seus pés, com mil rosas roubadas; talvez tenha estampado de forma nada exagerada o seu modo artista de ser. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-506608060930234379?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/506608060930234379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=506608060930234379' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/506608060930234379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/506608060930234379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2009/07/exagerado.html' title='Exagerado ...'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SlNtvgGwn_I/AAAAAAAAAKg/wvTLzaHTTk4/s72-c/paulo-cazuza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-1252397117305707002</id><published>2009-07-06T06:49:00.000-07:00</published><updated>2009-07-06T07:14:24.568-07:00</updated><title type='text'>O mentiroso</title><content type='html'>O que é um mentiroso? Mentiroso compulsivo, mentiroso conveniente? A verdade (que trocadilho!) é que um mentiroso acredita em sua própria mentira. Mente tanto que manipula o alvo de seus interesses, se envolvem numa trama, de tal maneira que acreditam em sua própria mentira (ou finge acreditar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço alguns tipos de mentirosos. Mas mesmo assim não deixo de amá-los. Piegas isso, não?! No início, inocentemente, me envolvia em seus enredos, mas passado o tempo, fui criando imunidade, uma espécie de anti-corpos, entende? Até sei quando a mentira sairá pela culatra. Nessa vasta e escassa experiência sobre mentirosos, até tento me defender, mas mesmo sabendo que é mentira acabo acreditando. Talvez eu queira acreditar. Será isso um distúrbio meu e não do mentiroso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade, ou melhor, a mentira (ah...sei lá) pode estar inevitavelmente evidente, mas o mentiroso continua insistindo de tal forma na mentira que começo a pensar que o problema sou eu, mesmo sabendo que o problema é o outro. Ainda mais bizarro é que o mentiroso se ofende ao ser chamado assim, de MENTIROSO. E quem o chama ainda se sente culpado por assim tê-lo magoado. Será esse um jogo de manipulação?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou pensando seriamente em ser uma mentirosa. Ah, se não deixo de amá-los (esses mentirosos) e, no fundo, até gosto da mentira que me contam, talvez assim eu seja mais feliz sem me preocupar se estão mentindo pra mim. Decidi: vou inventar um mundo a minha maneira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-1252397117305707002?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/1252397117305707002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=1252397117305707002' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/1252397117305707002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/1252397117305707002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2009/07/o-mentiroso.html' title='O mentiroso'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-4623783840323499158</id><published>2009-07-01T06:20:00.000-07:00</published><updated>2009-07-01T06:23:32.550-07:00</updated><title type='text'>Olhando os quintais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;A história de Arnaldo Lemos sempre me chamou a atenção e me despertou curiosidade. Em diversas vezes, havia tentado aproveitar qualquer oportunidade para saber mais sobre a sua vida e história. No final do últimi semestre, surgiu a possibilidade. Compartilho aqui:  &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quem o conheceu há 50 anos, jamais imaginaria o rumo que sua vida tomaria. O caminho que parecia pré-destinado para o sociólogo e ex-padre, Arnaldo Lemos Filho, começou a ser desviado quando o seu instinto de contestação começou a despertar.&lt;br /&gt;E o que parece hoje, aos 72 anos, é que Lemos ainda possui esse espírito contestador ainda bastante conservado. Lemos, sindicalista com grande influência nas décadas de 80 e 90, um dos fundadores da Central Única dos Trabalhadores (CUT), participante de movimentos sociais desde quando exercia o Ministério Sacerdotal, não é filiado a nenhum partido. “Tem amigos que acham que eu sou de direita por que não me filiei ao PT ou ao PC do B”, conta se divertindo. A explicação para essa isenção partidária é a de que não encontrou uma ideologia exata que o fizesse defender a bandeira. “Em cima do muro a gente vê os quintais”, ironiza. Do mesmo modo, como abandonou o sacerdócio por não concordar com tudo o que pregava. O dogmatismo e o purismo que ainda rejeita na Igreja Católica, fez com que deixasse de lado a idéia de se filiar aos partidos com que tinha afinidade logo na sua formação: Partido Comunista do Brasil e Partido dos Trabalhadores. “A Igreja já é dogmática e purista”. Também foram por esses motivos que abandonou o sacerdócio.&lt;br /&gt;Lemos entrou para o seminário aos onze anos, por influência da família extremamente religiosa. Nascido em São Sebastião do Paraíso, sul de Minas Gerais, com pouca idade mudou-se para Guaxupé (MG), para ingressar no seminário. Aos 23 anos, em 1960, se ordenou padre e passou a dar aulas para os seminaristas. Oito anos depois, em 15 de dezembro de 1968, dois dias depois de ser decretado o Ato Institucional (AI-5), se desligou da Igreja. “Não via mais sentido no que fazia”.&lt;br /&gt;Sociólogo apaixonado, passou a vida como professor universitário. O que parece, é que a paixão pela sociologia nasce por permiti-lo ver o mundo em cima dos quintais. “Arnaldo é um contestador. Influenciou toda a família, que se filiou ao PC do B, mas jamais concordou com o partido ao ponto de levantar a sua bandeira”, conta o marido de sua irmã e grande amigo, Augusto Petta. &lt;br /&gt;A primeira vez que teve algum contato com a política, foi em 1955, quando não havia se ordenado. Lemos foi chamado para preparar o ritual litúrgico da missa em comemoração ao aniversário do qual seria, no ano seguinte, o futuro presidente da república, Juscelino Kubitschek de Oliveira. “Os murmúrios políticos no café que ocorreu após a celebração, me fez perceber que alguma coisa acontecia no Brasil”.&lt;br /&gt;No mesmo ano, Lemos iniciou o curso de Teologia na PUC São Paulo. Na universidade, conheceu o movimento ligado à Igreja, Juventude Operária Católica (JOC), em que participou entre 1958 e 1959. Nesse momento eram dados os primeiros passos ao engajamento político e o despertar de sua consciência social. “Era um movimento muito forte na Igreja, em auxílio aos operários”.&lt;br /&gt;A Igreja Católica possui vários movimentos em prol dos mais carentes. Foi nisso, que Lemos se apegou. Mesmo contestando e indagando diversos dogmas da Igreja, como o batismo em crianças, Lemos acreditava que poderia unir o humanismo de Karl Marx com o conceito de igualdade reproduzido pela Igreja. Para o ex-padre, os conceitos da Igreja e Marx tinham o mesmo propósito: a igualdade entre as pessoas. “Se a Igreja é do povo de Deus, então há nela o humanismo de Marx”, pensava. Lemos ainda ressalta o que ainda traz consigo: “não acredito no marxismo ortodoxo, mas no humanismo”.&lt;br /&gt;O primeiro filho de 14 irmãos, ele influenciou politicamente toda a família. Apesar do pai ser vereador por longos anos na cidade de Jundiaí, ele era um político conservador. “Eu levava muitos livros para meus irmãos”, relembra.&lt;br /&gt;Sua irmã, dez anos mais nova, Maria Clotilde Lemos Petta, é a que mais foi influenciada pelo irmão. “Ele sempre me trazia livros. O Diário de Anne Frank, marcou muito a minha geração e me influenciou muito”.&lt;br /&gt;Logo que se ordenou padre, Lemos foi chamado a palestrar num uma semana de estudos, organizada pelo Conselho Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), em Belo Horizonte. O objetivo era apresentar o Movimento de Base, método de educação desenvolvido por Paulo Freire. A Igreja, na época, queria formar sindicatos rurais na região para dar assistência social aos moradores que lidavam com o campo e inserir ali, o método Paulo Freire. “Voltei muito entusiasmado com o projeto”. No entanto,  o trabalho com os camponeses rendeu-lhe um mal estar com os fazendeiros da região. “Começaram a falar que eu era um padre comunista”, relembra, achando graça.  Ao final da missa, Lemos trocava o convite por café na casa dos fazendeiros para conversar com os camponeses. “No final da missa, eu avisava que queria fazer uma reunião com os trabalhadores. Eu queria saber qual era a real situação deles, as condições de trabalho, os salários etc”.&lt;br /&gt;O cenário político no Brasil começava ganhar ares pesados. Em 1963, com João Goulart na presidência, começava a inserir no país a chamada Reforma de Base. Uma medida adotada pelo governo, em que previa a reformulação estrutural de diversos setores: educacional, fiscal, político e agrário. Com o apoio da Igreja Católica nesta medida, Lemos, adepto à idéia, começou utilizar as missas que celebrava para fazer pregações e levar ao conhecimento das pessoas, o que era a Reforma de Base. No entanto, as pregações não pararam por ali, Lemos começou unir as mensagens do Evangelho com os fatores políticos e sociais que cercavam o Brasil. “A Igreja passou a lotar nas missas de domingo”, conta, rindo.&lt;br /&gt;O golpe militar, que deu a início aos anos de repressão no Brasil, ocorreu em 31 de março de 1964. Lemos conta que na cidade pequena de Guaxupé, no qual ainda estava, começou um falatório a fim de saber o que “o padre Arnaldo ia falar na homilia de domingo”. O povo da cidade começava a entender a situação política do país nas pregações que ele fazia.&lt;br /&gt;Para o país, o golpe milita ainda era um enigma. Até mesmo a imprensa sabia o que, na real, aquilo significava. Para não desapontar a expectativa de seus fieis, Lemos leu a seguinte mensagem em sua pregação: “Na quinta-feira houve no Brasil um movimento militar que depôs o presidente da república e isso ocorreu por duas razões: corrupção e subversão. Então quer dizer que agora, está declarada a ordem no país. Portanto, a paz esteja convosco. Mas a paz quer dizer a ordem. Mas será que estamos em ordem? Como estão os camponeses? Como estão os trabalhadores? Há fome, há desigualdade ...”.&lt;br /&gt;Quando decidiu abandonar o sacerdócio, descobriu que não conseguia encontrar uma verdade absoluta na Igreja. Voltou a dar aulas, o que realmente gostava de fazer. Em 1975, entrou para o sindicato dos professores universitários ao qual passou a lutar por melhores condições de trabalho e pedagógicas. Participou dos movimentos das “Diretas Já”, passeata dos Cem Mil.&lt;br /&gt;“Arnaldo se tornou grande referência entre os movimentos”, conta a irmã. Lemos e Clotilde participaram ativamente em todos debates políticos e movimentos sociais.&lt;br /&gt;Hoje, está casado há 36 anos e tem três filhas. “Elas não seguiram esse lado das ciências humanas”, conta.  Hoje abandonou a religião católica e não educou suas filhas para nenhuma outra. Lemos tem uma visão libertária do mundo e por isso que sobrevive a sua paixão. “Eu gosto é de estudar a sociedade. Gosto de ver os quintais”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-4623783840323499158?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/4623783840323499158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=4623783840323499158' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/4623783840323499158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/4623783840323499158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2009/07/olhando-os-quintais.html' title='Olhando os quintais'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-6669930215420248363</id><published>2009-06-30T18:58:00.000-07:00</published><updated>2009-06-30T20:55:49.549-07:00</updated><title type='text'>M.J.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SkreNL82-cI/AAAAAAAAAKY/OcJ6ucgyx38/s1600-h/MichaelJacksonDancando1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 298px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SkreNL82-cI/AAAAAAAAAKY/OcJ6ucgyx38/s400/MichaelJacksonDancando1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353335425210972610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por que apenas percebemos o valor de algo ou alguém quando perdemos? Há pessoas que mais parecem um ícone, uma imagem ou um nome, do que propriamente uma pessoa.&lt;br /&gt;Foi assim que me senti com a morte noticiada exaustivamente em todos os telejornais, jornais e site do país e do mundo, de Michael Jackson.&lt;br /&gt;O cantor mais pop e mais adorado desse planeta não fez parte do repertório de minha vida. Lembro-me apenas do seu nome, junto ao de Madonna, repercutindo durante a minha infância. Mal conhecia as músicas do astro e o seu nome - a vasta referência que tinha - foi se perdendo ao longo dos anos, quando a presença direta de Michael também foi se perdendo.&lt;br /&gt;Quando anunciaram a sua morte, pouco me importei. Mas, ao longo dos dias, ao rever sua vida nos programas especiais, seus clipes no youtube e até baixar pela internet seus maiores sucessos, me peguei pensando: "puxa, que pena que ele morreu". Foi assim que passei a dar valor para Michael.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas que parecem imortais até que elas morram. Hoje, passei algumas horas ouvindo suas músicas e me lamentei por não ter visto os seus filmes, não saber - por ignorância mesmo - que muitas das músicas que já ouvi em baladas e em qualquer outro lugar era um grande sucesso de Michael. Senti pena de sua morte, do fim de uma era. Senti pena das pessoas que têm como trilha sonora de suas vidas, os grandes sucessos do americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora ... sinto uma tristeza maior, uma deveras pena, em lembrar que são nas perdas que percebemos qual espaço que uma pessoa ocupa em nossas vidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-6669930215420248363?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/6669930215420248363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=6669930215420248363' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/6669930215420248363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/6669930215420248363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2009/06/por-que-apenas-percebemos-o-valor-de.html' title='M.J.'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SkreNL82-cI/AAAAAAAAAKY/OcJ6ucgyx38/s72-c/MichaelJacksonDancando1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-9143078336015518688</id><published>2009-06-21T11:17:00.000-07:00</published><updated>2009-06-21T14:25:24.033-07:00</updated><title type='text'>Vende-se um diploma</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A decisão do STF quanto a obrigatoriedade do diploma de jornalismo causou polêmica e inúmeras discussões. Para firmar sua indignação, nossa querida professora Márcia Fantinatti, nos mandou e-mail com um desafo. Após a sua autorização publico para apreciação de todos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Caros e caras,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;VENDE-SE DIPLOMA DE JORNALISTA BACHAREL PUC-CAMPINAS 1990 - MTb 22.521. Valor pago pelo diploma, na aquisição: Incontáveis noites mal dormidas (ou não dormidas) para estudar e também para atuar no movimento estudantil, por qualidade de ensino, democratização da informação, por um mundo mais justo etc.;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Posteriormente, insônia, estresse e vício em cafeína, fechando edições de jornais ou relendo mil vezes um texto, pra sair sem nenhum errinho; cinemas não frequentados, para sobrar grana pra mensalidade, xerox e outros gastos da Faculdade; discos (era disco, naquela época) não comprados; baladas, nem programadas; viagens de lazer eternamente adiadas; estágios mal remunerados; “freelas” que nunca foram pagos, mas valeram pela “experiência”; uma tenossinovite crônica, no punho direito, por excesso de digitação; uma causa jurídica com 11 anos de duração, ganha “na marra”, contra patrões arrogantes; uma vida de leituras, cursos de aperfeiçoamento, especialização no exterior, mestrado e doutorado; toneladas de assédio moral (entre outros), enfrentados pelo caminho...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uso desse diploma: intenso, ético, apaixonado. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Preço: a combinar. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Valor: inestimável.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;É&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; assim que estamos nos sentindo ...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-9143078336015518688?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/9143078336015518688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=9143078336015518688' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/9143078336015518688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/9143078336015518688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2009/06/vende-se-um-diploma.html' title='Vende-se um diploma'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-2040084059738106167</id><published>2009-06-17T14:28:00.000-07:00</published><updated>2009-06-17T14:46:39.281-07:00</updated><title type='text'>Nosso querido presidente, Sarney!</title><content type='html'>&lt;em&gt;Como ando meio sem tempo para postar, assim postarei o que ando lendo por ai. Este, do blog da Lúcia Hipólito, é para que lembremos das últimas de nosso querido presidente do senado José Sarney e de toda a sua família.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Senado é deles!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais recente escândalo a abalar o Legislativo e a minar a confiança dos cidadãos nas instituições chega na forma de cerca de 500 documentos sigilosos, encontrados por uma auditoria interna do Senado.&lt;br /&gt;Tais documentos sigilosos dizem respeito a nomeações, exonerações, pagamentos de horas extras, pagamentos de planos de saúde odontológicos e clínicos para familiares de ex-parlamentares, entre outras aberrações inadmissíveis num estado democrático de direito.&lt;br /&gt;Esta patologia aponta para duas doenças distintas, mas que se intercomunicam.&lt;br /&gt;Primeiro, para a privatização dos espaços públicos. Tomemos o caso do senador José Sarney, presidente do Senado, por exemplo. O nobre parlamentar não reparou que mensalmente eram depositados em sua conta bancária R$ 3.800,00 de auxílio-moradia – embora o senador resida em uma bela casa em Brasília e tenha à sua disposição a residência oficial da Presidência do Senado.&lt;br /&gt;O nobre senador também não sabia que sua especialista em campanhas, Elga Mara Teixeira Lopes, era, nas horas vagas, diretora do Senado Federal. Confrontado com os fatos, exonerou a especialista e a contratou como assessora pessoal.&lt;br /&gt;Ainda, requisitou seguranças do Senado para fazer segurança privada em suas propriedades em São Luís. Embora o nobre parlamentar tenha sido eleito... pelo Amapá.&lt;br /&gt;É como eu digo. Sarney não é um fofo?&lt;br /&gt;Tem mais. A filha do senador Sarney, então senadora Roseana Sarney, considerou que era perfeitamente ético proporcionar um fim de semana em Brasília, na residência oficial do Senado, para um grupo de amigos maranhenses, companheiros de pano verde, já que a senadora não podia encontrá-los em São Luís, como fazia todos os fins de semana. Problema: os amigos tiveram as passagens pagas pelo Congresso Nacional.&lt;br /&gt;A assessora de imprensa da senadora Roseana Sarney, a jornalista Tania Fusco, era também contratada como diretora do Senado. E não há notícia de que tenha sido exonerada.&lt;br /&gt;Em seguida, ficamos sabendo que Fernando Sarney, também filho do senador Sarney, não é parlamentar, mas tem viagens de seus assessores pagas com cotas de passagens da Câmara dos Deputados.&lt;br /&gt;E quando pensávamos que a privatização do Senado tinha chegado ao máximo, chega a notícia de que um neto do senador Sarney, filho de Fernando Sarney, foi contratado para trabalhar no gabinete do senador Epitácio Cafeteira, por R$ 7.600,00. O jovem tem 22 anos e ainda não se formou em Administração.&lt;br /&gt;Cafeteira queria “pagar um favor” prestado por Fernando Sarney. Outro fofo! Casa-Grande e senzala perde!&lt;br /&gt;Quando a lei do nepotismo começou a ser aplicada no Senado, Sarney Neto foi exonerado num desses documentos sigilosos, que não foi publicado em lugar nenhum. Mas a família não ficou ao relento. A mãe do jovem foi contratada para o mesmo cargo do filho, com o mesmo salário. Era pensão?!&lt;br /&gt;Pensam que acabou? Pois o nobre senador José Sarney também não sabia que sua sobrinha Vera Portela Macieira Borges, filha de um irmãos de dona Marly Sarney, fora contratada em 2003 para um cargo de confiaça de assistente parlamentar, com um salário de R$4.600,00. Detalhe: ela mora em Campo Grande (MS), a mais de mil quilômetros de Brasília!&lt;br /&gt;Como é espaçosa essa família Sarney! E sempre ocupando espaços com dinheiro público.&lt;br /&gt;Novamente, Casa-Grande e sensala perde!!!&lt;br /&gt;A segunda doença apontada por esta patologia dos documentos secretos é a auto-suficiência da burocracia.&lt;br /&gt;Um dos poderes da República é dirigido por burocratas arrogantes, que se julgam no direito de emitir documentos sigilosos, promovendo uns, exonerando outros, pagando horas extras inexistentes.&lt;br /&gt;Tudo isto sem a necessária transparência nem a necessária publicidade que devem obrigatoriamente presidir os atos da administração pública.&lt;br /&gt;E que não se diga que são pequenas transgressões. Estamos falando de um orçamento anual de DOIS BILHÕES DE REAIS!!&lt;br /&gt;Ocorre que, na administração pública, atos que não foram publicados não têm validade. Para isso existem os boletins administrativos, e, no caso do Legislativo, o Diário do Congresso Nacional.&lt;br /&gt;Imaginem se uma lei, aprovada no Congresso, não for publicada! Não é por outra razão que as leis sempre terminam da mesma forma: "Esta lei entra em vigor na data de sua publicação".&lt;br /&gt;E agora? Os nomeados por esses documentos sigilosos vão devolver aos cofres do país os salários que receberam indevidamente? Mas e aqueles que são inocentes e que realmente trabalharam? Como ficam?&lt;br /&gt;Finalmente, é conveniente responsabilizar por todas as malfeitorias o antigo diretor do Senado, Agaciel Maia. Por mais poderoso que fosse, seus poderes emanavam da Mesa Diretora, ou seja, do presidente do Senado Federal.&lt;br /&gt;Se existem documentos sigilosos datados de dez anos atrás, isto é, 1999, vamos lá. Os responsáveis por mais este capitulo de privatização de um espaço público e de desprezo pelo estado democrático de direito são os presidentes do Senado nesse período: Antonio Carlos Magalhães (2000-2001); Jader Barbalho (2001); Edson Lobão (2001); Ramez Tebet (2001-2003); José Sarney (2003-2005); Renan Calheiros (2005-2007); Tião Vianna (2007); Garibaldi Alves (2007-2009) e José Sarney (2009-...)&lt;br /&gt;(Como se vê, é um desprezo suprapartidário.)&lt;br /&gt;Até quando a sociedade brasileira vai continuar de cabeça baixa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Lúcia Hipólito&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/"&gt;http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-2040084059738106167?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/2040084059738106167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=2040084059738106167' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/2040084059738106167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/2040084059738106167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2009/06/nosso-querido-presidente-sarney.html' title='Nosso querido presidente, Sarney!'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-5243297747008682958</id><published>2009-04-29T19:31:00.000-07:00</published><updated>2009-05-04T06:48:10.861-07:00</updated><title type='text'>Jornalismo Popular</title><content type='html'>No ponto de ônibus, na fila da padaria, na fila so SUS, da creche, do INSS. É taxista, pedreiro, doméstica, motorista. Esses são os lugares e as pessoas que leem o Notícia Já. O jornal de Campinas com mais ou menos uns três anos está em todos os cantos, nas mãos de muita gente. Confesso que tinha um legítimo preconceito com a forma como ele é feito, tanto na sua linguagem quanto em suas pautas. Além das suas fotos desnecessárias.&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;No entanto, há uns dias atrás, tive outra visão do jornal, quando me deparei com o seguinte conceito: esta é também é uma forma de educar o povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria esse um viés da teoria educacional de Paulo Freire, em que se parte da realidade e conhecimentos empíricos do educando para ensiná-lo? Paulo Freire alfabetizava a partir dos conhecimentos de seus alunos, por palavras que eles conheciam e que fazia parte de seu mundo.&lt;br /&gt;Relacionei o pedagogo com o jornal popular. Se o povo, em grande parte é analfabeto funcional, não consegue interpretar o que lê, façamos um texto simples, coloquial, com linguajar popular, que povo conhece, ouve e fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as escolas fossem capazes de educar seriamente e com fundamentos fortes, não seria necessário fazer jornal popular. Dizem que a tendência do jornalismo é essa. Abranger um públicoalvo (grande público) que quer se informar, mas que nem sempre as informações corretas chegam até eles.&lt;br /&gt;O jornalismo popular tem sua importância e talvez até maior do que imaginamos. A leitura e a informação chega e é recepcionada pelas classes menos favorecidas, que não querem saber de bolsa de valores, crise econômica, investimento empresariais. Essas pessoas querem saber quanto foi o aumento do pãozinho, a passagem de ônibus, do tapa-buraco.&lt;br /&gt;Está na hora de repensar qual a forma de educar nesse país, porque se esperarmos do estado, parece que as coisas não vão mudar mu&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/Sfke5uTxrHI/AAAAAAAAAKQ/13MHlvOD_A4/s1600-h/notiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330325611002047602" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 333px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/Sfke5uTxrHI/AAAAAAAAAKQ/13MHlvOD_A4/s400/notiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-5243297747008682958?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/5243297747008682958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=5243297747008682958' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/5243297747008682958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/5243297747008682958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2009/04/jornalismo-popular.html' title='Jornalismo Popular'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/Sfke5uTxrHI/AAAAAAAAAKQ/13MHlvOD_A4/s72-c/notiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-6733966033214679811</id><published>2009-04-17T15:55:00.000-07:00</published><updated>2009-04-17T19:32:14.854-07:00</updated><title type='text'>Vida em jogo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SekKNG34rVI/AAAAAAAAAKI/hqFZUDeAvjE/s1600-h/fotoooooo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325799254641913170" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 273px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SekKNG34rVI/AAAAAAAAAKI/hqFZUDeAvjE/s400/fotoooooo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O cinema estava lotado. O filme: "Ele não está tão afim de você". Parece que todo mundo ali, a maioria mulheres - e o restante de homens presentes acho que somente as acompanhavam - queria descobrir o que sempre tentamos adivinhar.Um relacionamento é sempre um jogo, assim como a política, os negócios e tudo que pertence a este mundo e o faz funcionar.Não dizemos o que sentimos, para que eles (homens) não se sintam tão seguros de si, tenham medo de nos perder, não nos traiam. Não demonstramos nossos medos para mostrarmos mulheres bem resolvidas, assumidas, independente deles. E os homens, ah, esses "galinham", saem com todas pra mostrarem (muito menos para os outros e muito mais para eles mesmos) que são bons, machos seguros e imunizados de qualquer sensibilidade.A verdade é essa: jogamos. Sorrateiramente, colocamos nossas cartas sobre a mesa, damos sinais e tentamos interpretar os deles, mas na maioria das vezes, distorcemos tudo.Muito mais fácil e menos doloroso viver só. Você acorda a hora que quer, come quando quer, estuda, sai, dorme, lê, bebe, come quando quiser, sem ter alguém para dizer o porquê de tudo. E mesmo assim, continuamos em busca de alguém que mexa com nossos sentidos, aqueça nosso coração, segure a nossa mão, nos abrace apertado, seja nosso companheiro, nos faça amada e... nos deixe insanamente tentando decifrar os códigos que ele reproduz.A comédia trágica do filme, entra na mente dos homens e das mulheres. A loucura que é nossa mente contaminada por sentimentos. A cegueira que toma conta de nós quando estamos envolvidos. A justificativa que tentamos achar pra tudo. O porquê que ele não liga, o porquê que ele não pede em casamento, o porquê que ele não se envolve preferindo o morno, o quase.E mesmo contaminados por tantos dilemas, continuamos em busca. Será que Tom Jobim tinha razão quando escreveu: "fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho"?Não seria muito mais fácil se fossêmos, primeiramente, sinceros com nós mesmos? E os outros menos cruéis com nossa sinceridade?Vivemos de signos. Analisando cada gesto, cada jeito, cada expressão pra entender o que outro laguém sente pela gente. Quer da gente, pensa da gente.Preferiria que fosse tudo menos complicado. Preto no branco. Em pratos limpos. Sem tentar interpretar o que tudo isso, vasto mundo, quer me dizer ou o que eu quero ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-6733966033214679811?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/6733966033214679811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=6733966033214679811' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/6733966033214679811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/6733966033214679811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2009/04/vida-em-jogo.html' title='Vida em jogo'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SekKNG34rVI/AAAAAAAAAKI/hqFZUDeAvjE/s72-c/fotoooooo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-3407060523972353828</id><published>2009-04-06T18:39:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T18:53:06.428-07:00</updated><title type='text'>Instabilidade</title><content type='html'>Eu não sei lidar com instabilidades, apesar de odiar rotina.&lt;br /&gt;Isso eu sempre me pergunto ...&lt;br /&gt;Num momento está tudo em plena paz, em outro o mundo desaba e nunca é previsível.&lt;br /&gt;É ai que sofremos. Vemos nossos planos se evaporando feito a chuva de verão. Tudo o que é bom, de repente torna-se mágoa, lembrança, vontade de ser o que não foi. E não será. Ou talvez seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"palavras duras em voz de veludo. E todo muda, adeus velho mundo. Há um segundo tudo estava em paz"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-3407060523972353828?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/3407060523972353828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=3407060523972353828' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/3407060523972353828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/3407060523972353828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2009/04/instabilidade.html' title='Instabilidade'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-6564823078310339128</id><published>2009-04-03T17:39:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T18:05:17.065-07:00</updated><title type='text'>de volta</title><content type='html'>Eu resolvi voltar, mas agora diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que falta onde colocar os meus anseios, minhas dúvidas, as coisas belas que me impulsa mais vida e as coisas brutas que acentuam meu senso crítico.&lt;br /&gt;Não vou continuar presa às regras que eu mesma tracei para este blog. De notícia e técnicas de jornalismo, já me basta o meu dia (e por isso, dou graças a Deus!). Mas quero mais. Quero mais poesia, quero mais sentimento, mais revelações de mim para eu mesma, do que vejo e do que queria ver e está tão distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faz algum tempo que eu estou ensaiando este restorno, depois de meses de abandono. Mas me falta tempo, sobra cansaço e me desorganizo nas prioridades. Mas agora, na ativa novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-6564823078310339128?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/6564823078310339128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=6564823078310339128' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/6564823078310339128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/6564823078310339128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2009/04/de-volta.html' title='de volta'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-7342539671416534092</id><published>2008-11-05T04:59:00.000-08:00</published><updated>2008-11-05T05:45:50.157-08:00</updated><title type='text'>Esperança...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SRGi_MMtvLI/AAAAAAAAAJA/9sKO2LegK7g/s1600-h/08310101.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265168645862833330" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 332px; CURSOR: hand; HEIGHT: 293px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SRGi_MMtvLI/AAAAAAAAAJA/9sKO2LegK7g/s400/08310101.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A grande vitória de Barack Obama siginifica o teor da sede por mudanças que o povo americano espera do futuro presidente.&lt;br /&gt;Obama ganhou em 36 Estados, além do Destrito de Columbia. O comparecimento às urnas - num país onde o voto é facultativo - foi recorde desde 1908. A ânsia por votar mostra o quão esperançoso e faminto por transformações se encontra a maior potência do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Carta Maior, com seu espírito um tanto quanto radical, propôs escrever uma carta ao democrata. Segue um trecho que achei interessante e faz síntese da real situação dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Em suma, se os EUA querem reconquistar o respeito dos outros povos do mundo, se querem resgatar a imagem do seu país que se deteriorou, devem se considerar como um país entre outros, e a eles igual, não como uma potência eleita para a missão de impor a ordem imperial e os interesses capitalistas no mundo. Devem respeitar as decisões que outros povos tomem no sentido de escolher caminhos antiimperialistas e anticapitalistas. Devem assinar o Protocolo de Kyoto, aceitando reduzir suas emissões de gases poluidores, condição básica para iniciar uma nova etapa na luta contra a destruição ambiental no planeta. Devem diminuir seu orçamento militar, revertendo essas verbas para o campo social. Devem combater os monopólios privados da mídia, a indústria tabagista, a da segurança para-militar, devem colocar como seu objetivo principal construir uma sociedade justa, a começar pela de seu próprio país, aquele em que, dentre aquelas do centro do capitalismo, a desigualdade mais cresceu nos últimos anos. Se o sr. fizer tudo isso, ou pelo menos se mover nessa direção, pensamos que poderá contar com o respeito e com relações cordiais por parte dos governos populares e dos povos da América Latina."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: UOL&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-7342539671416534092?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/7342539671416534092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=7342539671416534092' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/7342539671416534092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/7342539671416534092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2008/11/esperana.html' title='Esperança...'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SRGi_MMtvLI/AAAAAAAAAJA/9sKO2LegK7g/s72-c/08310101.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-1479560127117182686</id><published>2008-10-09T05:04:00.000-07:00</published><updated>2008-10-09T05:23:04.542-07:00</updated><title type='text'>Em dia de eleição...</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dia de eleição pode ser um dia incomum. Trabalhar numa seção eleitoral também. É possível ver todo tipo de gente e dessa forma, descobrir um pouco mais desse Brasil. Gente que mal sabe ler, gente que mal sabe assinar o nome, mas que está ali para cumprir o seu dever como cidadão, mesmo não sabendo o que de fato isso significa.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Informações equiovocadas, opiniões formadas pela mídia ou senso comum, idéias burguesas e preconceituosas. Juizo de valor presentes em nosso cotidiano. O texto de Mauro Carrara mostra de forma hilária a desinformação e idéias equivocadas que norteiam nosso cotidiano. De quem é a culpa?! Quem são os pobres e quem são os ricos nessa terra tropical?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mauro Carrara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme costume antigo, costumo visitar velhos amigos em dias de eleição. Perambulo pela cidade à procura do “espírito” da eleição, pois, sim, cada uma tem o seu, das barbadas aos prélios mais renhidos.&lt;br /&gt;Desde cedo, notei certa tendência de defecção nos redutos “progressistas”. Havia nos fundos do Tucuruvi um jovem negro, em trajes de grife surfe, distribuindo discretamente santinhos de Kassab. Vejam bem, ele não fazia campanha para um candidato à vereança, mas para o majoritário. Só.&lt;br /&gt;O rapaz é estudante do terceiro ano do segundo grau, comprou recentemente seu primeiro computador, a crédito. O pai é vigia (conseguiu carteira assinada há três anos) e a mãe é diarista. Ele atualmente não trabalha regularmente. Nos fins de semana, atua como assistente de som em bailes na região dos Jardins. É o típico emergente da nova classe C.&lt;br /&gt;João (vamos chamá-lo assim) afirma que o governo Lula “acostuma mal os vagabundos” com o Bolsa Família. A mãe sempre votou em Marta, mas o pai costuma odiar qualquer petista. “Meu velho não quer saber do casamento gay em São Paulo, nem eu”, sentencia, alisando a sobrancelha.&lt;br /&gt;Mais tarde, encontro-me na região do Jardim Aricanduva, na Zona Leste. Márcia (vamos chamá-la assim) come uma coxinha num bar próximo a uma escola estadual. Vai votar em seguida.&lt;br /&gt;Tem uma colinha de Kassab (DEM) e de um candidato a vereador do PSDB.&lt;br /&gt;- Vai votar em quem?&lt;br /&gt;- Dessa vez é no Kassab – revela a moça, que graças ao crescimento da renda familiar (ela e dois irmão conseguiram emprego nos últimos três anos) pôde matricular-se numa faculdade privada.&lt;br /&gt;- Por que nele?&lt;br /&gt;- É o menos pior…&lt;br /&gt;- E pra vereador?&lt;br /&gt;- Voto é segredo. Mas vai ser no PSDB. Um amigo da faculdade me indicou. É um cara que escreveu vários livros de auto-ajuda.&lt;br /&gt;- É o Chalita (ex-secretário estadual de educação)?&lt;br /&gt;- A gente precisa de pessoas cultas na Câmara. Esse aí é o melhor escritor do Brasil.&lt;br /&gt;- O que você já leu dele?&lt;br /&gt;- Ainda não li, porque não tenho tempo. Mas esse meu amigo diz que é muito bom.&lt;br /&gt;- A Marta era mais forte por aqui, não era?&lt;br /&gt;- Era, mas ela fez o apagão aéreo e mandou o povo gozar depois do estupro. Tem como uma pessoa passar uma hora, uma hora e meia, esperando o avião?&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- O povo ficar horas esperando o avião…&lt;br /&gt;- É chato mesmo – respondo. – Mas você já viajou de avião? – indago.&lt;br /&gt;- Nunca. O mais longe que fui na vida foi para Mongaguá (litoral sul).&lt;br /&gt;- Entendo. E o trânsito em São Paulo?&lt;br /&gt;- Péssimo. Entre metrô e ônibus, fico umas 4 horas e meia no transporte, todo dia. Não anda.&lt;br /&gt;- E de quem é a culpa?&lt;br /&gt;- Sei lá… Tem muito carro na rua. Precisava fazer alguma coisa.&lt;br /&gt;- E você não acha que o Kassab tem alguma responsabilidade nisso?&lt;br /&gt;- (silêncio)… Não sei. Não parei para pensar.&lt;br /&gt;- Isso afeta sua vida, não?&lt;br /&gt;- Muito, mas a gente tem que lidar com isso…&lt;br /&gt;Quase cinco da tarde, na região dos Jardins. O filho de um amigo chega da votação com três colegas. O rapaz é o único que votou em Marta Suplicy. Dos colegas, dois preferiram Kassab. O outro votou em Geraldo Alckmin.&lt;br /&gt;- Na verdade, eu e toda minha família somos malufistas, mas o Kassab é o único que pode ganhar dessa “vaca” da Martaxa – diz Paulo (vamos chamá-lo assim), exaltado.&lt;br /&gt;- Sim, as taxas devem ter prejudicado muito sua família… – pondero.&lt;br /&gt;- Meu pai fez a empresa dele sem ajuda de ninguém. A gente ta cansado de pagar os impostos que o PT inventou. Cada dia tem um imposto novo.&lt;br /&gt;- Que imposto novo?&lt;br /&gt;- Vários.&lt;br /&gt;- Mas quais?&lt;br /&gt;- Vários. Tudo para sustentar vagabundo nordestino. E olha que eu não sou nem um pouco racista. Tenho até amigo japonês, negro, de todo tipo. Mas com esse negócio de bolsa, o cara se acostuma a não trabalhar e fica tomando cachaça o dia inteiro. É preciso ensinar o cidadão a pescar, e não dar o peixe.&lt;br /&gt;- Mas o Bolsa Família está integrado a vários projetos de promoção e inclusão. Tem a contrapartida educativa… – tento argumentar, quando sou interrompido.&lt;br /&gt;- Tem nada. Isso aí é coisa da mídia que o Lula comprou.&lt;br /&gt;- Mas a mídia costuma ser contra o presidente – afirmo.&lt;br /&gt;- Nada disso. O senhor viaja muito, pelo que eu sei, não é? Aqui, eles inventam pesquisa para dizer que a vida do povão melhorou. Melhorou nada.&lt;br /&gt;- Mas e os dados do Ipea, do IBGE?&lt;br /&gt;- Eu estudo Administração. Isso é tudo mentira.&lt;br /&gt;- Quer dizer que o país não melhorou em nada?&lt;br /&gt;- Esse semi-analfabeto deu sorte. Aproveitou o Plano Real e o crescimento da China… Agora, quero ver. Estou só esperando para ver o que vai acontecer. E vou dar risada.&lt;br /&gt;- Mas o país não estava muito bem em 2.002 – intervenho.&lt;br /&gt;- O PT é o “partidão”, não é?&lt;br /&gt;- Não que eu saiba – respondo.&lt;br /&gt;- É sim… Eu abri os olhos de muito colega sobre esse comunismo disfarçado aí… Nessa eleição, eu convenci muito petista a votar no Kassab.&lt;br /&gt;- Quem?&lt;br /&gt;- O nosso motorista, o jardineiro que vai lá em casa…&lt;br /&gt;Já são 18h20… Alguém grita do interior da casa: “o Kassab está ganhando”. Os três jovens urram de prazer. Está se iniciando a longa noite até o segundo turno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-1479560127117182686?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/1479560127117182686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=1479560127117182686' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/1479560127117182686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/1479560127117182686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2008/10/em-dia-de-eleio.html' title='Em dia de eleição...'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-2019799749319757789</id><published>2008-09-25T04:48:00.000-07:00</published><updated>2008-09-25T05:06:19.837-07:00</updated><title type='text'>Miúcha e Os Cariocas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SNt-YlVNCRI/AAAAAAAAAIw/j3P-Dar4x7k/s1600-h/monica_058.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249928751433451794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SNt-YlVNCRI/AAAAAAAAAIw/j3P-Dar4x7k/s400/monica_058.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Primeiramente, desculpas pela demora e pela desatualização, mas o tempo anda curto pelas vastas coisas a fazer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bom, mas quero pôr aqui o que tive a honra de assistir. Na última quinta-feira aconteceu no Centro de Convivência de Campinas o show da Miúcha e Os Cariocas, em comemoração aos 50 anos da Bossa Nova, promovido pelo Itaú Cultural. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Além de vê-los cantar magnificamente, saindo extasiada de lá, pude entrevistá-los. Falei com Severino Filho, o mais velho integrante do grupo que deixou transparecer a alma carioca com a sua simpatia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando falei com Miúcha, pude ver sua alegria e exuberância. Quando perguntei como se sentia ao comemorar esses 50 anos, disse que celebrava eternidade da Bossa Nova. Transbordou alegria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No show falou de Vinícius, de Tom, de Chico, de João Gilberto... contou as histórias dos bares de Copacabana, da boemia, da poesia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Contou a história e a essência de cada canção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Surpreendente, inesquecível, memorável... eterno.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto: Régis Moreira&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-2019799749319757789?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/2019799749319757789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=2019799749319757789' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/2019799749319757789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/2019799749319757789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2008/09/micha-e-os-cariocas.html' title='Miúcha e Os Cariocas'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SNt-YlVNCRI/AAAAAAAAAIw/j3P-Dar4x7k/s72-c/monica_058.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-2374137240303847685</id><published>2008-09-14T12:22:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T04:41:38.086-07:00</updated><title type='text'>Debate entre candidatos contou com a participação acalorada do público</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;               A &lt;strong style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;Casa do Teatro&lt;/strong&gt; promoveu, no último dia 07, o &lt;strong style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;I Fórum de Cultura&lt;/strong&gt; que contou com debate entre todos os candidatos a prefeito de Amparo: &lt;strong style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;Ricardo Luis Silva (PSDB)&lt;/strong&gt;, &lt;strong style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;Paulo Turatto Miotta (PT), Fernando Gabriel Cazzotto (PR) e Luis Oscar Vitale Jacob (DEM)&lt;/strong&gt;. A participação do público, que preencheu quase todas as 250 cadeiras disponíveis, foi marcante e polêmica na tribuna livre mais do que no momento da palavra aberta aos possíveis prefeitos.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os candidatos estiveram há todo momento bastante amistosos, referindo uns aos outros em diversas vezes por “amigo”, diferentemente da platéia que contou com visíveis manifestações partidárias entre vaias e aplausos, principalmente com a presença na tribuna livre de pessoas ligadas à prefeitura ou na abordagem de assuntos que não se relacionavam à cultura, como infra-estrutura e críticas à atual administração.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O debate deu início com a apresentação do mediador Adilson Luís Jorge e com a leitura de um texto pela atriz da companhia de teatro “Arteatrando”, Márcia Aleiixo, que falou sobre a importância da cultura, sobre o grupo e a Casa do Teatro. &lt;em&gt;“A arte e política se unem para expressar e decidir sobre seus novos rumos”,&lt;/em&gt; expressou a atriz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A primeira parte do debate foi de 15 minutos para apresentação das propostas de cada candidato, que variou muito pouco uma das outras. Por ordem de sorteio, o candidato Graminha foi o primeiro a apresentar suas propostas para a cultura amparense. Citou parcerias com empresas privadas, projeto de uma biblioteca itinerante nos bairros e distritos de Amparo e a criação do Festival de Verão. O segundo candidato foi Jacob, que iniciou seu discurso com uma homenagem ao diretor de teatro e escritor Roberto Madureira falecido no último dia 08 de agosto. Assim como Graminha, Jacob ressaltou parcerias com a empresa privada e apoio à Casa do Poeta, Academia Amparense de Letras, entre outros. Jacob ainda citou a implantação do Projeto Guri, do Governo do Estado e disse que a prefeitura não se esforçou para trazer o projeto à cidade. Referindo-se sempre na terceira pessoa, ressaltou que ele foi um dos vereadores que transformou em lei o Festival de Inverno, prova de que o evento continuará caso seja eleito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Miotta se baseou principalmente nos projetos que já estão em andamento, citando as melhorias e implantações. Falou da ampliação do Projeto Ciranda Criança que hoje atende 1.000 crianças e pretende ampliar para 5.000. Ressaltou a volta do carnaval, a criação do Festival de Inverno que foi uma idealização de sua autoria e a descentralização da cultura para os bairros. Terminou dizendo que para conseguir parcerias, como com a Petrobrás, tem de haver projetos bem elaborados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Já Cazzoto iniciou seus quinzes minutos pedindo licença para se manter sentado, pois estando em pé disse se sentir superior aos amparenses. Alegou que o Festival de Inverno é uma semente gerando frutos, mas que é um evento anual e a cidade deve ter um programa permanente de cultura e lazer. Comprometeu-se também com a construção de um teatro oficial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Após a exibição de propostas, os candidatos tiveram três minutos para responder às perguntas sorteadas. Com o clima um pouco exaltado após as manifestações na tribuna livre, os candidatos puderam fazer suas considerações finais e se defender diante das críticas da platéia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para marcar o I Fórum, a Casa do Teatro começou no evento um abaixo-assinado que pretende colher seis mil assinaturas para a criação do Conselho Municipal de Cultura. A lista será entregue no dia da posse do novo prefeito, dia 1º de janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-2374137240303847685?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/2374137240303847685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=2374137240303847685' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/2374137240303847685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/2374137240303847685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2008/09/debate-entre-candidatos-contou-com.html' title='Debate entre candidatos contou com a participação acalorada do público'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-5668356163999510844</id><published>2008-08-30T06:46:00.000-07:00</published><updated>2008-09-01T04:51:34.292-07:00</updated><title type='text'>veja a educação pela Veja</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SLldYYvE4DI/AAAAAAAAAIY/haacx8IdGzo/s1600-h/capa.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240322314960429106" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="155" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SLldYYvE4DI/AAAAAAAAAIY/haacx8IdGzo/s400/capa.gif" width="118" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faltou-me tempo, faltou-me dedicação. Há uma semana venho adiando o que muitas páginas já deram, mas a minha indagação e indignação continuam aqui.&lt;br /&gt;Na edição do último dia 20, a Veja superou os limites do jornalismo sério. Muito eu ouvia da revista, sua tendenciosidade e falta de seriedade, mas me permiti compovar, mais ainda, na matéria sobre educação: &lt;em&gt;"Você sabe o que estão ensinando a ele?" &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Na reportagem de Monica Weinberg e Camila Pereira, sem rodeios - como inicia a matéria - o texto fala de Che Guevara, Paulo Freire e Marx como inspiradores para uma doutrinação esquerdista pelos professores na educação brasileira, tanto pública quanto privada.&lt;br /&gt;Abaixo, um trecho - para mim - o mais surpreendente do tendencionismo e da banalização de grandes pensadores que acrescentaram em muito na luta pela igualdade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de aprovação de citações positivas, 14% neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores brasileiros ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico e teórico alemão Abert Einstein, talvez maior gênio da história da humanidade."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Freire foi o grande criador do método de educação para adultos, em que parte do princípio que a alfabetização se dá partindo da realidade do educando. Passou da teoria à prática nas áreas carentes do Nordeste. A fúria da Veja é contra qualquer ascenção das classes menos favorecidas e, qualquer um que possa propiciar isso, não serve para ela.&lt;br /&gt;A revista se baseou em pesquisas para assumir e publicar que professores disseminam ideologias esquerdistas aos alunos. Entre elas, a mais indignante para a Veja foi a de que para 78% dos professores, atribuem à escola, antes de tudo, a função de "formar cidadãos" à frente de "ensinar a matéria" ou "preparar as crianças para o futuro".&lt;br /&gt;Para a Veja, formar empresários capitalistas que enriquecem a classe dominante vem antes de qualquer base, fundamentação e conceito de cidadania. É por isso que as coisas estão como estão.&lt;br /&gt;O problema não é a Veja ter uma visão. O grande problema é as pessoas tê-la como fonte de informação e se basearem nela para formar opinião.&lt;br /&gt;Se quiser fazer um jornalismo tendencioso, que assim o faça, assumindo o seu lado, a sua posição, como tantos veículos de esquerda e alternativos.&lt;br /&gt;Está na hora de termos um olhar mais crítico sobre a mídia e não aceitar tudo o que nos é transmitido.&lt;br /&gt;É preciso tirá-la do topo de mais vendida no Brasil, antes de uma lavagem cerebral.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foto: Veja Online&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-5668356163999510844?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/5668356163999510844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=5668356163999510844' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/5668356163999510844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/5668356163999510844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2008/08/veja-educao-pela-veja.html' title='veja a educação pela Veja'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SLldYYvE4DI/AAAAAAAAAIY/haacx8IdGzo/s72-c/capa.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-5854109404649409834</id><published>2008-08-30T06:27:00.000-07:00</published><updated>2008-08-30T06:36:06.191-07:00</updated><title type='text'>A Voz</title><content type='html'>Passeando pela blogosfera, me deparei com o blog do "astro" do CQC, Marcelo Tas.&lt;br /&gt;Contemplando, pois, sua genialidade (que assim conheço desde o "porque sim não é resposta") resolvi, então, colocar o seu blog meus favoritos ou em 'eu recomendo'!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, antes disto, precisei registrar aqui: a voz! Sim, impossível não ler cada linha de seu texto tendo em mente, como uma locução, a sua voz entonada e marcante. Vale a pena dar uma passada pela sua página, porque porquê sim nãoé resposta para nós!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-5854109404649409834?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/5854109404649409834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=5854109404649409834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/5854109404649409834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/5854109404649409834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2008/08/voz.html' title='A Voz'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-8713525558672111897</id><published>2008-08-29T06:46:00.000-07:00</published><updated>2008-08-29T08:02:18.054-07:00</updated><title type='text'>Da elite ao povo e vice-versa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SLgPI8TC3rI/AAAAAAAAAIA/f3WBEP4Xh78/s1600-h/robertoecaetano_t_011.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239954812744949426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SLgPI8TC3rI/AAAAAAAAAIA/f3WBEP4Xh78/s400/robertoecaetano_t_011.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ano da bossa. Tão evidente, talvez, tanto quanto há 50 anos atrás, quando nasceu em "Chega de Saudade". Para comemorar, eventos e shows vem para jobiniar os palcos, principalmente cariocas e paulistas. &lt;div&gt;&lt;div&gt;Na última segunda-feira, uma junção alternativa, dificilmente vista. Caetano Veloso e Roberto Carlos cantaram as músicas do rei. Mas não! Não esse rei, o da Jovem Guarda. O rei da Bossa Nova, enterno Tom Jobim. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lendo uma crítica, muito interessante, no blog musical "Ruido", de Pedro Alexandre Sanches, percebi o que há um tempo tinha pensado. Bossa é bossa, popular é popular. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O show desta semana, independente do desempenho dos cantores, causou efeito. Roberto Carlos representa uma geração diferente do que representa Caetano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na década de 70, Odair José, com a música "Pare de Tomar a Pílula", foi censurado na ditadura militar tanto quanto Chico Buarque, mas por motivos diferentes. Numa entrevista ao site "Censura Musical", Odair José, parecendo-me até desabafar o quanto, naquela época, distanciava-se musicalmente o povão do intelectual.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"As músicas do Chico Buarque eram proibidas e quem gostava das músicas do&lt;br /&gt;Chico não era a sociedade de uma maneira geral, era mais um grupinho", disse Odair José.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O show de Roberto e Caetano permitiu uma bossa ampla, parecendo esparramar-se e, contudo, derramar gotas por todos [diferentes] cantos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vale a pena conferir:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/2008/08/27/debaixo-dos-caracois-dos-cabelos-deles/"&gt;http://pedroalexandresanches.wordpress.com/2008/08/27/debaixo-dos-caracois-dos-cabelos-deles/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foto: Folha Online&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-8713525558672111897?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/8713525558672111897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=8713525558672111897' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/8713525558672111897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/8713525558672111897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2008/08/da-elite-ao-povo-e-vice-versa.html' title='Da elite ao povo e vice-versa'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SLgPI8TC3rI/AAAAAAAAAIA/f3WBEP4Xh78/s72-c/robertoecaetano_t_011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-6310458266711600140</id><published>2008-08-26T05:42:00.000-07:00</published><updated>2008-08-26T07:18:30.694-07:00</updated><title type='text'>Reunião da confraria militar</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SLQQO0qVNKI/AAAAAAAAAHk/7Ko9MV4-d8U/s1600-h/blog.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238830113379136674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SLQQO0qVNKI/AAAAAAAAAHk/7Ko9MV4-d8U/s400/blog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Para cerca de 600 espectadores, o General Gilberto Barbosa de Figueiredo falou, promoveu palestras e juntou a confraria militar no Salão Nobre do Clube dos Militares, no Rio de Janeiro para debochar do governo e da classe baixa da sociedade brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reunião, que ocorreu no último dia 07, foi um protesto contra a possibilidade de contestação à Lei de Anistia e abertura de processos contra torturadores da ditatura militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento veio a calhar talvez por, dias antes, o Ministro da Justiça Tarso Genro e o secretário especial de direitos humanos Paulo Vanucchi terem defendido a punição dos torturadores a serviço do estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas frases dos que estavam presentes na reunião mostram a aclamação ao autoritarismo e o dramático pavor ao comunismo, socialismo, Marx e tudo mais que possa pôr em risco o sistema ditatorial. Foram, portanto, publicadas na Carta Capital por Leandro Fortes, que cobriu a instinta reunião de idéias calcadas de conservadorismo.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;“A anistia de 1979 não era para idealistas que rompiam com a legalidade na esperança de um país melhor. Era anistia para marxistas, marxistas-leninistas, revolucionários maus, perversos, que não perdoam a derrota”.&lt;/strong&gt; (General Sérgio Augusto Coutinho, ex-chefe do CIE)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“O revanchismo não é só um prazer de quem faz, porque esse prazer é de uma pessoa que é um revolucionário, que é um marxista-leninista, e, portanto, ele tem ainda um sonho, o sonho do socialismo do proletariado”.&lt;/strong&gt; (General Coutinho, provavelmente se referindo ao ministro Tarso Genro ou ao presidente Lula)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“O pessoal que hoje se insurge contra a lei que os beneficiou estava fora do País, não estava nem trabalhando. Estavam (sic) vivendo às custas de dinheiro da conspiração internacional”.&lt;/strong&gt; (Ribas Paiva, sobre o que ele alega ser a ingratidão da esquerda com a Lei da Anistia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Na Polônia, elegeram um metalúrgico, fez (sic) a experiência. Mas os poloneses tiveram inteligência suficiente de elegê-lo uma única vez e nunca mais! Aqui, demos um exemplo magnífico para a história dos povos e elegemos um metalúrgico, inclusive com o charme de falar (sic) com quatro dedos. Não tivemos a sabedoria dos poloneses e o reelegemos. A culpa é nossa, temos que aturar. Mas o mandato é certo, no final, vão sair. O presidente, o ministério e toda a turma que subiu com ele vai ficar (sic) nos seus devidos lugares. Ele será, sem dúvida nenhuma, um excelente presidente de sindicato, isso, provavelmente, dos metalúrgicos. Se for dos professores, vai meter os pés pelas mãos, como está metendo no governo”.&lt;/strong&gt; (Zveiter, tropeçando no português, zombando da deficiência física do presidente Lula e insuflando o preconceito de classe, sob aplausos e gargalhadas, no Clube Militar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto: Carta Capital&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-6310458266711600140?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/6310458266711600140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=6310458266711600140' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/6310458266711600140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/6310458266711600140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2008/08/reunio-da-confraria-militar.html' title='Reunião da confraria militar'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SLQQO0qVNKI/AAAAAAAAAHk/7Ko9MV4-d8U/s72-c/blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-4479437235467479428</id><published>2008-08-17T14:55:00.000-07:00</published><updated>2008-08-17T14:57:58.237-07:00</updated><title type='text'>Depende do ponto de vista, no caso americano</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SKiekGJjcRI/AAAAAAAAAHc/7u-QmTH8QxI/s1600-h/Olimpiadasssssssssssssssssssssssss.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SKiekGJjcRI/AAAAAAAAAHc/7u-QmTH8QxI/s400/Olimpiadasssssssssssssssssssssssss.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235608909781365010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tradicionalmente, a lista de classificação de medalhas nas Olimpíadas é feita pela quantidade de medalhas de ouro adquiridas. No entanto, os EUA através da sua imprensa, vem aderindo um novo método para se beneficiar, uma listagem com a contagem do total de medalhas, o que faz com o que os americanos tomem o primeiro lugar na classificação.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na Índia, Alemanha e Argentina o site oficial do Comitê Olímpico, o quadro de medalhas é encabeçado pelo maior ganhador de medalhas de ouro, que neste ano é a China e em segundo lugar os EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No portal online do jornal "The New York Times", essa afirmação concretiza a prepotência dos EUA até nos esportes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-4479437235467479428?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/4479437235467479428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=4479437235467479428' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/4479437235467479428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/4479437235467479428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2008/08/depende-do-ponto-de-vista-no-caso.html' title='Depende do ponto de vista, no caso americano'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SKiekGJjcRI/AAAAAAAAAHc/7u-QmTH8QxI/s72-c/Olimpiadasssssssssssssssssssssssss.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-3434936761260336787</id><published>2008-08-15T06:34:00.000-07:00</published><updated>2008-08-15T07:21:30.336-07:00</updated><title type='text'>Olimpíadas: maquiando a verdadeira China</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SKWQPhLHajI/AAAAAAAAAHM/hi-YQL02NUU/s1600-h/13-pequim-china.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234748738165500466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SKWQPhLHajI/AAAAAAAAAHM/hi-YQL02NUU/s400/13-pequim-china.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As Olimpíadas de Pequim fez com que a China ficasse em evidência na mídia do mundo inteiro. E a China quer e tenta fazer com que o mundo a veja mais excepcional do que ela possa ser. Com o lema "Um Mundo, Um Sonho" é a oportunidade do governo chinês mudar sua imagem, principalmente com a condenação mundial obtida após a matança na Praça Tiananmen em 1989, além de tantos outros feitios característicos desta terra oriental.&lt;br /&gt;No site do Carta Maior, Ignacio Ramonet faz uma análise do que a China de fato é, socialmente e economicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja alguns trechos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Por isso o êxito das Olimpíadas é tão primordial para eles e o primeiro-ministro Wen Jiabao insiste nas consignas de "harmonia" e de "estabilidade". Isso também explica a brutalidade da repressão contra a revolta do Tibete em março passado, assim como o furor das autoridades contra as manifestações que perturbaram, em alguns países, a passagem da tocha olímpica. Ou a rapidez no envio de auxílio aos afetados pelo terremoto de Sichuan de 12 de maio. Nada pode perturbar a consagração mundial da China neste ano olímpico.&lt;br /&gt;Estes Jogos celebram os trinta anos desde o início das reformas impulsionadas em 1978 por Deng Xiaoping que permitiram o milagre econômico e o excepcional renascimento da China. Certo é que os seus triunfos impressionam. O PIB chinês duplica a cada oito anos e, em 2008, o seu crescimento pode ultrapassar os 11%.&lt;br /&gt;Com uma população de 1,35 bilhões de habitantes - igual à soma das Américas (900 milhões) com a Europa (450 milhões), este país já é a terceira economia do planeta: ultrapassou a Alemanha, ultrapassará o Japão em 2015 e pode superar os Estados Unidos em 2050. A China tornou-se o primeiro exportador mundial e o principal consumidor do planeta. Mas esse milagre tem vários lados ocultos.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, as graves violações em matéria de direitos humanos, que contradizem os valores do olimpismo. Por exemplo, a China leva a cabo mais de 7.000 execuções capitais por ano, ou seja, 80% de todas as penas de morte aplicadas no mundo. Além disso, a estabilidade deste colosso vê-se ameaçada por outros perigos: uma previsível quebra bolsista, uma inflação desmedida, um desastre ecológico e motins sociais que se estão multiplicando.&lt;br /&gt;Neste momento, o número de ricos não pára de aumentar. A China já tem 250.000 milionários em dólares. Mas as políticas liberais do sistema também fizeram aumentar as desigualdades entre ricos e pobres, entre ganhadores e perdedores. 700 milhões de chineses (47% da população) vivem com menos de dois euros por dia; destes, 300 milhões vivem com menos de um euro diário. O "milagre" assenta na repressão e exploração de um imenso exército de trabalhadores (os que fabricam para o mundo inteiro todo o tipo de bens de consumo baratos). Às vezes trabalham entre 60 e 70 horas por semana, recebendo menos do que o salário mínimo. Mais de 15.000 operários morrem em cada ano em acidentes de trabalho. Os conflitos sociais têm aumentado anualmente 30%: greves selvagens, revoltas de pequenos agricultores, além do escândalo das crianças escravas.&lt;br /&gt;O atual contexto é propício ao descontentamento, pois na China, como em muitos países, o incremento do preço dos alimentos e da energia (a 19 de junho passado, o governo aumentou o preço dos combustíveis em 18%) traduz-se numa subida da inflação (que alcançava os 7,7% em maio) e uma consequente degradação do nível de vida. As autoridades temem a ameaça de uma inflação desestabilizadora que poderia provocar manifestações de massas semelhantes às que foram afastadas da Praça Tiananmen em junho de 1989.&lt;br /&gt;A tudo isto soma-se o perigo de uma catástrofe ecológica que cada dia preocupa mais os cidadãos. O próprio ministro do Meio Ambiente, Pan Yue, admitiu a enormidade do desastre: "Cinco das cidades mais contaminadas do planeta encontram-se na China; as chuvas ácidas caem sobre um terço do nosso território; um terço da nossa população respira um ar muito contaminado. Em Pequim, 70% a 80% dos casos de câncer têm por causa o meio ambiente degradado".&lt;br /&gt;Todos os descontentes da China vão querer aproveitar o grande evento das Olimpíadas e a presença de 30 mil jornalistas estrangeiros para expressar as suas iras. As autoridades encontram-se em estado de alerta máximo. Sonham poder desativar o gigantesco barril de pólvora social a ponto de rebentar. Para que os Jogos de Pequim não incendeiem a toda a China.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-3434936761260336787?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/3434936761260336787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=3434936761260336787' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/3434936761260336787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/3434936761260336787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2008/08/olimpadas-como-uma-forma-de-maquiar.html' title='Olimpíadas: maquiando a verdadeira China'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SKWQPhLHajI/AAAAAAAAAHM/hi-YQL02NUU/s72-c/13-pequim-china.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-1203849437374343903</id><published>2008-08-12T04:51:00.000-07:00</published><updated>2008-08-13T15:40:39.607-07:00</updated><title type='text'>Bolsa Família tem desligamentos voluntários</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SKGSFT9z-FI/AAAAAAAAAHE/utTf308PkZg/s1600-h/bolsa_familia.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233624861937760338" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SKGSFT9z-FI/AAAAAAAAAHE/utTf308PkZg/s400/bolsa_familia.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Poucas vezes ouvimos falar dos benefícios do Bolsa-Família. De fato, o que está mais visível na mídia e na boca das pessoas - classe média e alta - são as críticas a projetos assistencialistas como este.&lt;br /&gt;No entanto, a edição de ontem (11/08) do Estadão me surpreendeu. Uma matéria de página inteira falando de beneficiados do sistema que, ao melhorarem as condições de vida, pedem voluntariamente o seu desligamento.&lt;br /&gt;A matéria já inicia com um diferencial, tendo na íntegra a pequena carta de uma beneficiária do programa em que pedia para ser desligada. Eis a carta abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bom dia! Eu, Sueli Miranda de Carvalho Silva, venho, por meio destas linhas, agradecer os idealizadores do Bolsa-Família, os anos que fui beneficiada. Ajudou-me na mesa, o pão de cada dia. Agora, empregada estou e quero que outro sinta o mesmo prazer que eu, de todo mês ser beneficiada. Obrigado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora, desde a criação do programa em 2004, constam mais &lt;strong&gt;60 mil &lt;/strong&gt;pedidos de desligamento, sendo a maior parte na região sul e sudeste. Dados como estes mostram que as pessoas não estão se acomodando, diferente do que está sempre na boca do povão.&lt;br /&gt;O fato é que para a maioria das pessoas beneficiadas, uma renda extra no final do mês ajuda em muito no sustento da família. Portanto, para não perder o auxílio, a ida à escola torna-se um compromisso forte e constante para pais e filhos.&lt;br /&gt;Para incentivar atitudes voluntárias de honestidade como esta, o governo permite que caso a família necessite novamente da bolsa, ela pode se reinscrever. Em outra situação, quando o governo verifica o aumento da renda, a família tem um prazo para ter a certeza de que conseguirá se manter e não voltar para a linha de probreza.&lt;br /&gt;Claro que não podemos generalizar. Há muitas pessoas que se aproveitam do assistencialismo, mas tem muita gente que necessita e aproveita muito bem o benefício. O senso comum deveria deixar de ser senso comum, dissipando opiniões meramente anti lulistas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-1203849437374343903?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/1203849437374343903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=1203849437374343903' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/1203849437374343903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/1203849437374343903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2008/08/bolsa-famlia-tem-desligamentos.html' title='Bolsa Família tem desligamentos voluntários'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SKGSFT9z-FI/AAAAAAAAAHE/utTf308PkZg/s72-c/bolsa_familia.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-6865051891239351474</id><published>2008-08-11T04:52:00.001-07:00</published><updated>2008-08-11T05:04:09.114-07:00</updated><title type='text'>Para quem vale a lei? II</title><content type='html'>Quem não leu o editorial da Folha de ontem, domingo, vale a pena conferir. Debatendo sobre a decisão judicial o STF, relaciona-se o fato em questão com decadência e a falta de credibilidade da justiça brasileira. &lt;br /&gt;Abaixo, o trecho do último parágrafo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Qualquer que sejam a classe que pertençam, a ineficiência do sistema ajuda os culpados e prejudica os inocentes. Lentidão e desigualdade manietam as ações da Justiça no país; um par de algemas invisível, na verdade, no qual não há súmulas capazes de libertá-la a curto prazo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha de São Paulo - 10/08/2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-6865051891239351474?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/6865051891239351474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=6865051891239351474' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/6865051891239351474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/6865051891239351474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2008/08/para-quem-vale-lei-ii.html' title='Para quem vale a lei? II'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-2699205637097718331</id><published>2008-08-08T06:32:00.000-07:00</published><updated>2008-08-08T07:25:00.401-07:00</updated><title type='text'>Para quem vale a lei?</title><content type='html'>Apenas agora, depois da operação Satiagraha, o Supremo Tribunal Federal decidiu editar uma súmula vinculante, ou seja, em que juizes são obrigados a seguir o entendimento adotado pelo STF, sobre uma jurisprudência (conjunto de leis) já consolidadas. &lt;br /&gt;O assunto em questão é que apenas poderão ser algemados, em exposição pública, pessoas que têm um risco de fuga ou ameaça. Mas a dúvida paira no ar. Por que isso, agora?&lt;br /&gt;Gilmar Mendes, ministro do STF, disse que a decisão não tem nenhuma ligação com a operação que mostou na televisão, algemados, Daniel Dantas, Celso Pitta e Naji Nahas. A decisão é justificada de que está havendo uma exposição excessiva e uma afronta à dignidade humana. &lt;br /&gt;Mera coincidência? Pode ser. Mas chora menos quem pode mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Bruna Lidiane&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-2699205637097718331?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/2699205637097718331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=2699205637097718331' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/2699205637097718331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/2699205637097718331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2008/08/para-quem-vale-lei.html' title='Para quem vale a lei?'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-5721183178177548447</id><published>2008-08-07T06:03:00.000-07:00</published><updated>2008-08-13T15:54:09.593-07:00</updated><title type='text'>O Rio de Janeiro sob olhos burgueses</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SJr7hOwzGxI/AAAAAAAAAG0/mRmtbvCYXBo/s1600-h/rio+025.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231770465461279506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SJr7hOwzGxI/AAAAAAAAAG0/mRmtbvCYXBo/s400/rio+025.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sim, o Rio de Janeiro continua lindo. Essa era a resposta para muitas perguntas que me vinham à tona quando cheguei de uma viagem inesquecível à cidade maravilhosa.&lt;br /&gt;Um sonho encubado dentro de mim há anos. Conhecer de fato o clima carioca, me fez amar ainda mais a maresia senera que cai sobre a cidade no inverno quente que se estendia por lá, pelo menos neste ano.&lt;br /&gt;E as balas perdidas? Muito trombadinha em Copacabana? E a linha vermelha? Não vi bala perdida. Não fui roubada por um arrastão. Passei na linha vermelha e vi favelas, uma de cada lado, apenas. E, diante disso, me questiono será que estou inerte, mergulhada ao conto de fadas carioca das músicas "jobinianas", da bossa nova ou das novelas de Manoel Carlos?&lt;br /&gt;Não sei. Apenas sei que me apaixonei pela cidade que se veste de alegria, de vida, de emoção em cada esquina, em cada praia que em cada onda traz o mar dentro da cidade. E Drummond estava certo quando diz que no mar estava escrita uma cidade.&lt;br /&gt;Eu poderia me abalar e de fato me abalei - não constantemente pois fui incendiada pelo deslumbramento daquilo que não pertence a minha constante realidade - com as portas que trabalhadores abriam delicademente para eu entrar, com os garçons a me servir, assim como serviçais. Meus olhos tornaram-se portanto e por algum tempo tão burgueses que tive medo de ver a cidade mais marvilhosa do que ela mesmo se propõe a ser.&lt;br /&gt;E, de fato, existem dois lados inevitáveis. A orla se distancia do subúrbio. A vida cheia de graça, calorosa, não pertence aos morros cariocas, pois é a vida dura de muita gente trabalhadora, igual aqui e em todo lugar.&lt;br /&gt;Tornei a pensar. No entanto, mesmo visto pelos meus temporários olhos burgueses, não há como se enganar porque a beleza natural, incomparável, interminável e inexplicável está ali, para quaisquer olhos verem. E esta paisagem foi criada por um só, é de todos e não é de ninguém.&lt;br /&gt;Portanto, sim, o Rio de Janeiro continua incessante e emocionadamente lindo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-5721183178177548447?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/5721183178177548447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=5721183178177548447' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/5721183178177548447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/5721183178177548447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2008/08/o-rio-de-janeiro-sobre-os-olhos.html' title='O Rio de Janeiro sob olhos burgueses'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zYiFeQXVVf4/SJr7hOwzGxI/AAAAAAAAAG0/mRmtbvCYXBo/s72-c/rio+025.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-2688787435868593594</id><published>2008-06-27T07:02:00.000-07:00</published><updated>2008-06-27T07:20:54.252-07:00</updated><title type='text'>Lula não conquistou a mídia</title><content type='html'>POR QUE O GOVERNO LULA PERDEU A BATALHA NA CONQUISTA DA MÍDIA. Texto de Bernardo Kucinski, publicada na Carta Maior, é um diferencial. Quando a mídia insiste em se opôr, vemos o jornalismo e ainda de massa, parcial e partidário. É uma pena que reflexões como esta não esteja ao alcance de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja abaixo, alguns trechos desta análise ou na íntegra: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15070&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A mídia na era Lula deixou de funcionar como mediadora da política, passando a atuar diretamente como um partido político de oposição. Apesar de disputarem agressivamente o mercado entre si, há mais unidade programática hoje entre os veículos da mídia oligárquica do que no interior de qualquer partido político brasileiro, até mesmo partidos ideológicos como o PT e o PSOL. Todos os grandes veículos, sem exceção, apóiam as privatizações, a contenção dos gastos públicos, a redução de impostos; a obtenção de um maior superávit primário, a adesão do Brasil à ALCA; todos são críticos à criação de um fundo soberano, ao controle na entrada de capitais, ao Bolsa Família, à política de cotas nas universidades para negros, índios e alunos oriundos da escola pública, à entrada de Venezuela no Mercosul e ao próprio Mercosul. Todos criticam o governo sistematicamente, em todas as frentes da administração, faça o governo o que fizer ou deixar de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na campanha da grande imprensa que levou Vargas ao suicídio, o governo ainda contava como apoio da poderosa cadeia nacional de jornais Última Hora. Hoje, não há exceção entre os grandes jornais. Outra diferença desta vez é a adesão ampla de jornalistas à postura de oposição, e sua disseminação por todos os gêneros jornalísticos tornando-se uma sub-cultura profissional. Emulada por editores, prestigiada por jornalistas bem sucedidos e comandada pelos intelectuais orgânicos das redações, os colunistas, essa sub-cultura é dotada de um modo narrativo e jargão próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contraste com o jornalismo clássico, que trabalha com assertivas verazes para esclarecer fatos concretos, sua narrativa não tem o objetivo de esclarecer e sim o de convencer o leitor de determinada acusação, usando como fio condutores seqüências de ilações. É ao mesmo tempo grosseira na omissão inescrupulosa de fatos que poderiam criar outras narrativas , e sofisticada na forma maliciosa como manipula falas, datas e números. O enunciador dessa narrativa conhece os bastidores do poder e não precisar provar suas assertivas. VEJA acusou o PT de receber dinheiro de Cuba, admitindo na própria narrativa não ter provas de que isso tenha acontecido. Em outra ocasião, justificou a acusação alegando não haver nenhuma prova de que aquilo não havia acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma sub- cultura agressiva. Chegam a atacar colegas jornalistas que a ela se recusaram a aderir , criando nas redações um ambiente adverso a nuances de interpretação ou divergências de análise. O meta-sentido construído por essa narrativa é o de que o governo Lula é o mais corrupto da história do Brasil, é incompetente, trapalhão, só tem alto índice de aprovação porque o povo é ignorante ou se deixa levar pelo bolso, não pela cabeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantam como principal bandeira o repúdio à corrupção. Mas como quase todo o moralismo em política, trata-se de mais uma modalidade de falso moralismo: é o “moralismo dirigido” que denuncia os “ mensaleiros do PT” e deixa pra lá o valerioduto dos tucanos, onde tudo de fato começou, e mais recentemente o escândalo do Detran de Yeda Crusius, no Rio Grande do Sul onde tudo continua. É “ moralismo instrumental”, que visa menos o restabelecimento da ética e mais a destruição do PT e do petismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que poucos sabem é que essa sub-cultura se tornou dominante graças a uma mãozinha da Globo. Quando foi revelada em fevereiro de 2004 a propina recebida dois anos antes por Waldomiro Diniz, sub-chefe da assessoria parlamentar da Casa Civil do governo Lula, a Globo vislumbrou a oportunidade de uma ofensiva de caráter estratégico: cortar o barato do petismo e de sua ameaça de governar o Brasil por 40 anos. Com esse objetivo, mudou o modus operandi do seu jornalismo político. Logo depois das denúncias de Roberto Jefferson, criou uma central de operações, em Brasília, unificando as coberturas de política da TV, CBN e jornal O Globo sob o comando de Ali Kamel, que para isso se deslocou para Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) A VEJA lançara sua própria operação de objetivos estratégicos muito antes. Entre 2003 e 2006, VEJA produziu 50 capas contra Lula , sendo 18 delas consecutivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando surgiu a fita de Waldomiro Diniz, a revista revelou esse objetivo em ato falho : “Os ares em torno do Palácio tinham na semana passada sabor de fim de governo.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Globo, a operação encontrou resistências internas de jornalistas que ainda lambiam as feridas provocadas pelo falseamento do debate Collor- Lula, e da cobertura da campanha das Diretas Já. Deu-se então a marginalização de Franklin Martins da cobertura política. Esse afastamento teve grande importância porque institui no corpo de jornalistas a sensação de insegurança e o medo, necessários para a imposição da nova ordem. Sua saída foi um baque”, avaliou Luiz Nassif em entrevista a Forum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)Mas temos um paradoxo. O governo Lula tem mantido religiosamente seu acordo estratégico com o capital financeiro, que é o setor dominante hoje no capitalismo mundial e brasileiro. E apesar do vasto leque de políticas públicas de apoio aos pobres, não brigou com nenhum dos outros grupos de interesses do grande capital. Por que então tanta hostilidade da mídia? É como se a grande mídia agisse por conta própria, pouco ligando para a dupla capital financeiro-capital agrário e na qual se apóia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)É uma mídia governista, ou ”áulica”, na adjetivação de Nelson Werneck Sodré, quando o governo faz o jogo da dependência, como foram os governos de Dutra, Café Filho, Jânio Quadros e Fernando Henrique. E anti-governista, quando os governos são portadores de projetos de autonomia nacional, como foram os governos de Getúlio, Juscelino, que rompeu com o FMI, Jango e agora o de Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mídia que já nasceu neoliberal, muito antes do neoliberalismo se impor como ideologia dominante e organizativa das políticas públicas. Nunca aceitaram o Estado que chamam pejorativamente de “populista”. Em artigo recente na Folha, Bresser Pereira associou diretamente o discurso da mídia contra o populismo e sua inclinação pelo golpe à nossa extrema pobreza e polarização de renda. “Como a apropriação do excedente econômico não se realiza principalmente por meio do mercado mas do Estado, a probabilidade de que facções das elites recorram ao golpe de Estado quando se sentem ameaçadas é sempre grande.” Diz ainda que nossas elites “estão quase sempre associadas às potências externas e às suas elites.” Daí, diz ele ”O que vemos na imprensa, além de ameaças de golpe é o julgamento negativo dos seus governantes...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A incompatibilidade entre governos populares portadores de projetos nacionais e a mídia oligárquica é de tal ordem que muitos desses governantes tiveram que jogar o mesmo jogo do autoritarismo, para dela se proteger. Getulio criou a Hora do Brasil como programa informativo de rádio para defender a revolução tenentista contra a oligarquia ainda em 1934, quando o regime era democrático, fundado na Constituição de 34. No Estado Novo foi ao extremo de instituir a censura previa através criando o Departamento de Imprensa e Propaganda. (DIP). No em seu retorno democrático, estimulou Samuel Wainer a criar sua cadeia Última Hora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-2688787435868593594?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/2688787435868593594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=2688787435868593594' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/2688787435868593594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/2688787435868593594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2008/06/lula-no-conquistou-mdia.html' title='Lula não conquistou a mídia'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-6941782458785699735</id><published>2008-06-26T05:34:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T07:28:45.488-07:00</updated><title type='text'>Justus - um programa para um país injusto!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_zYiFeQXVVf4/SGOnh5Z1v9I/AAAAAAAAACE/skTLbKRqMXo/s1600-h/justus_idiota.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216196994211889106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_zYiFeQXVVf4/SGOnh5Z1v9I/AAAAAAAAACE/skTLbKRqMXo/s400/justus_idiota.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"O Aprendiz" da rede Record, na última quinta-feira, me convenceu que o empresário Roberto Justus é um "burguesão", como já diria o Erik, vulgo Che!&lt;br /&gt;Além de Justus, a direção do programa, segue o mesmo rumo e ideologia: disseminar o capitalismo, num perfil de empresário arrogante e ditador, com uma lavagem cerebral em "puxas-sacos", denominados "aprendizes". Os telespectadores, por outro lado, tomam o papel de alunos como se fosse uma sala de aula, em que se aprende a competir e se dar bem na vida. Mas e quando o telespectador está fora da realidade do luxo do programa??&lt;br /&gt;Como eu disse, a última quinta-feira me surpreendeu, ainda mais! A equipe vencedora da prova do dia, teve como prêmio R$10.000,00 para torrar no lugar mais propício: shopping. Nada mais, nada menos. Gastar em que quisessem. O prêmio e o programa daquela noite, por fim, acabam sem antes um dos participantes dizer em não saber mais em que gastar e encher um carrinho de supermercado com bichinhos de pelúcia e futilidades.&lt;br /&gt;Então, o cortador de cana, lá do interior do Mato Grosso, que sustenta família com salário mínimo fica se perguntando o que faria com tanta "dinheirama" assim para gastar. E toda a população de massa deve se perguntar o que é empreendedorismo, marketing e blá blá blá. Eles deveriam ensinar para o Justus como administrar a vida assim, na miséria. E eu, então, me pergunto: por que ainda questionamos o porquê do Brasil ser tão desigual?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-6941782458785699735?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/6941782458785699735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=6941782458785699735' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/6941782458785699735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/6941782458785699735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2008/06/justus-um-programa-para-um-pas-injusto.html' title='Justus - um programa para um país injusto!'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_zYiFeQXVVf4/SGOnh5Z1v9I/AAAAAAAAACE/skTLbKRqMXo/s72-c/justus_idiota.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-7236599287894315677</id><published>2008-06-19T05:30:00.000-07:00</published><updated>2008-06-25T05:28:21.263-07:00</updated><title type='text'>Obras em ano eleitoral gera discussão em Amparo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_zYiFeQXVVf4/SF6eeELDHYI/AAAAAAAAAB8/8pUJfU5_334/s1600-h/Foto+obras.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_zYiFeQXVVf4/SF6eeELDHYI/AAAAAAAAAB8/8pUJfU5_334/s320/Foto+obras.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214779657894960514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte da população define as obras como eleitoreiras, mas a prefeitura se defende justificando que já estavam em planejamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amparo, cidade do interior paulista, governada pelo Prefeito César Pagan (PT) que está em seu segundo mandato e, portanto não poderá se reeleger está passando por três grandes obras de infra-estrutura. Para algumas pessoas, os projetos têm caráter eleitoreiro, mas a prefeitura se justifica dizendo que estes são projetos de anos anteriores. O radialista da cidade Carlos Alberto Martins, que possui um quadro em seu programa chamado “Boca no Trombone” no qual faz críticas ao governo, acha que executar as obras neste ano de eleições faz parte de um planejamento político eleitoral. “Seria estranho achar que isso é coisa do acaso. Claro que o cunho eleitoral está embutido nas obras, isso não é novidade no nosso país”, diz o radialista.&lt;br /&gt;A administração pública se defende das acusações. De acordo com a assessoria de imprensa, as três obras: reabilitação do centro cidade com abaixamento da fiação do centro; projeto de tratamento de esgoto com reconstrução da marginal e revitalização do Mercado Municipal são projetos que só puderam ser executados agora. O tratamento de esgoto, assim como as demais, é um projeto que teve início no primeiro mandato. Porém, pelo processo burocrático que teve a primeira aprovação no final de 2004, passando pela aprovação técnica e resultando na aprovação geral e liberação de verbas no final de 2006, elas só puderam iniciar em 2007 e serão finalizadas em agosto deste ano. Além disso, o assessor de imprensa da prefeitura, Alcides Pereira Bueno Neto, diz que muitos investimentos vêm de outros órgãos públicos, como do governo estadual e federal. “Essas obras tem recursos de fora, só pudemos iniciá-las a partir da liberação do recurso”, diz Neto. Outra justificativa da prefeitura é que a cidade tinha muita dificuldade de conseguir financiamento, pois até a criação da Lei de responsabilidade fiscal, em 2000, a cidade tinha muitas dívidas e atrasos nos pagamentos.&lt;br /&gt;Mesmo que os processos de licitação tenham tramites burocráticos que podem demorar anos, para a população acaba sendo comum achar que todas as ações nesta época são atitudes vinculadas a interesses políticos. Com esse conceito, o candidato pode construir uma imagem negativa ao executar esses projetos.&lt;br /&gt;Para o professor e cientista político, Pedro Rocha Lemos, executar obras em ano eleitoral pode advir de interesses políticos, assim como estar vinculado a planejamentos administrativos, como se justificou a prefeitura. No entanto, acredita que mesmo sem interesses eleitorais, o político busca tirar um proveito para se beneficiar. “A sobrevivência do político depende da forma como ele vai aparecer na mídia e como ele vincula o seu nome em determinadas obras, esse é o universo da política”, diz Lemos.&lt;br /&gt;Por outro lado, a população também tira proveitos particulares de benefícios concedidos em campanhas eleitorais. “O jogo da política não é um jogo só do político, é um jogo da população também, então a população joga e tira proveito disso”, diz o cientista.&lt;br /&gt;A estudante Gláucia Cristina Scavassa acredita que as obras de Amparo são eleitoreiras, mas que esta é uma forma do governo fazer algo para a população. “De certa forma é bom porque a gente acaba se beneficiando, pois todos os políticos só fazem obras em ano eleitoral”, diz a estudante.&lt;br /&gt;Já para o estudante Adilson Jorge, as obras não são eleitoreiras, pois fazem parte de um planejamento. “Na verdade desde 2004 o governo está tentando conseguir verba para obras e somente agora foi conseguido. Essa iniciativa partiu desta gestão, do prefeito César”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Bruna Lidiane&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto: Adilson Jorge&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-7236599287894315677?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/7236599287894315677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=7236599287894315677' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/7236599287894315677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/7236599287894315677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2008/06/obras-em-ano-eleitoral-gera-discusso-em.html' title='Obras em ano eleitoral gera discussão em Amparo'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_zYiFeQXVVf4/SF6eeELDHYI/AAAAAAAAAB8/8pUJfU5_334/s72-c/Foto+obras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6055771884114639374.post-9171355594584561781</id><published>2008-06-01T15:39:00.000-07:00</published><updated>2008-06-21T18:59:17.727-07:00</updated><title type='text'>O que restou de 68</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_zYiFeQXVVf4/SF2xxYTJ2-I/AAAAAAAAABs/liqPpD6axFg/s1600-h/foto+68"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_zYiFeQXVVf4/SF2xxYTJ2-I/AAAAAAAAABs/liqPpD6axFg/s320/foto+68" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214519405459397602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;O ano de 2008 está sendo um pretexto para muitas lembranças da história do nosso país e do mundo. Em 1968, o Brasil e o mundo viviam uma situação jamais repetida. Mas, será que as pessoas sabem que hoje vivem o resultado da luta de uma geração? Em países como a França e os Estados Unidos as ruas eram palco para manifestações. A política do país era cenário que movia todo um afloramento de idéias e ações. Indignação com a repressão contra as mulheres abriram as portas para os movimentos feministas. Mobilizações contra a guerra da Argélia, na França e contra a guerra do Vietnã, nos Estados Unidos, entre outros fatores políticos, resultavam em ameaça ao governo e ao fortalecimento dos revolucionários.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Hoje, o Brasil vive uma política democrática, resultado de uma luta apaixonante e sacrificada. Há exatamente quatro décadas, a luta aqui era contra a ditadura, que impunha autoritarismo e censura à livre expressão. Será que as pessoas, descendentes de uma geração sonhadora e corajosa, conhecem a importância de 1968 e dos anos que se seguiram? Como uma vez observou Ivan Lessa, “o que dizer de um país que a cada quinze anos esquece os últimos quinze anos?”. A política, de fato é outra. Não há censuras, há democracia e, portanto, não é necessário aderir à luta armada, fugir do país ou mudar de identidade. No entanto, reconhecer e utilizar os direitos conquistados para nós é a forma mais branda de reconhecer o que somos hoje e o que foi um dia toda uma geração. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Em ano eleitoral como este, é fato visível e comum o desinteresse das pessoas por política. Mais comum são os cidadãos que optam por não votar e que perante a lei dão uma justificativa meramente simbólica. O que antes era o motivo para lutar com tanta audácia, hoje é um dever comumente desprezível. Se hoje a internet, principalmente através de “blogs”, propicia que qualquer pessoa, independente de idade, sexo, visão política, religião ou classe social, tenha direito de se expressar, é porque um dia isso foi conquistado. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;O cenário do país é outro, as necessidades são outras. O que o país precisa hoje são de pessoas conscientes de seus direitos e de suas responsabilidades como cidadão. O país precisa de pessoas que estejam cientes das crises de corrupção que o país constantemente vive e de estudantes antenados com seu papel na sociedade. Sociedade esta que insiste cada vez mais em distanciar ricos e pobres, num capitalismo ridiculamente impositor do consumismo, do individualismo e da lucratividade. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;A atual geração arrasta hoje pouco da personalidade do passado, mas muito da conseqüência daqueles atos. Quarenta anos fizeram muita diferença. As idéias que um dia levantaram bandeiras resultaram no que somos nós hoje, com uma capacidade ainda maior, mais forte, mais eficaz em mudar o Brasil, plantaram em nossas mãos as condições, com raiz forte e duradoura. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6055771884114639374-9171355594584561781?l=sobcontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobcontextos.blogspot.com/feeds/9171355594584561781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6055771884114639374&amp;postID=9171355594584561781' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/9171355594584561781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6055771884114639374/posts/default/9171355594584561781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobcontextos.blogspot.com/2008/06/o-que-restou-de-68.html' title='O que restou de 68'/><author><name>Bruna Mozer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18028675748116054719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_zYiFeQXVVf4/SF2xxYTJ2-I/AAAAAAAAABs/liqPpD6axFg/s72-c/foto+68' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
